Bebê mineira nasce com franja branca e faz muito sucesso nas redes sociais!

Uma bebê recém-nascida de Belo Horizonte está chamado a atenção das redes sociais desde a semana passada, por um motivo muito particular: ela nasceu com o cabelo bem escuro, mas com franja branquinha, cor de neve.

Isso se deve à uma condição chamada de piebaldismo, que causa uma desordem na produção da melanina. Mayah herdou essa característica da mãe, que compartilha da mesma condição.

Desde o momento em que nasceu, a menina já começou a chamar atenção, primeiro com os médicos e depois com todo o pessoal do hospital.

A mãe, Talyta Youssef, de 40 anos conta a reação do médico:

“Quando ela nasceu, o cirurgião falou assim: ‘Olha, ela está com luzes no cabelo’! E aí a gente entendeu que ela veio de mechinha, porque tem aquele tecido verde, que tapa a nossa visão. E aí foi um furdunço na sala de parto e todo mundo querendo ver. Aquele reboliço”.

Depois que foi para o quarto, a menina recebeu muitas visitas: “Lá na maternidade, as pessoas já começaram a tirar foto dela e a visitar. Eu fiquei quatro dias internada e as enfermeiras, o pessoal da limpeza, o pessoal da equipe do Sofia [Feldman] começaram a ir visitar e a tirar foto. Aí essas fotos começaram a rodar”, conta a mãe.

Entre as muitas pessoas que souberam da história, estava a fotógrafa Paula Beltrão, que ofereceu um ensaio de presente para a família. Depois das fotos, muitos conhecidos foram falar com Talyta, elogiando sua filha. Tanto carinho surpreendeu a mãe, que durante sua infância não foi bem aceita devido aos cabelos alvos.

“É engraçado isso. Até porque eu tenho [a mecha]. E na minha época isso não era legal. A mechinha e a manchinha no corpo eu escondia com base, com corretivo. Eu arrancava meus cabelos quando eu era criança para não ter o cabelo branco na frente. E é engraçado hoje isso ser uma característica que causa curiosidade e bem querer nas pessoas”, conta Talyta.

Apesar de ter sofrido bullying por grande parte de sua vida por causa da condição, Talyta acredita que Mayah não vai passar pelos mesmos problemas.

“Ela vai ver como isso é bacana e que ela tem uma mãe e um pai super amorosos, super bem resolvidos com isso. Então o ambiente que ela vai crescer é um ambiente diferente do que eu cresci, que você não tinha tanto acesso à informação, pouco se falava de autoestima, pouco se falava de especificidades, que ser diferente é legal, que você não precisa estar massificado, estar como todo mundo para ser aceito”, disse.

Ter uma pessoa com uma condição especial como essa por perto é uma grande oportunidade de trabalharmos a aceitação do próximo e de entendermos que somos todos iguais, ainda que com algumas características diferentes. A conscientização deve começar na infância, para que as pessoas “diferentes” se sintam compreendidas e verdadeiramente incluídas na sociedade.

Veja algumas fotos da Mayah tiradas pela fotógrafa Paula Beltrão e admire a beleza do diferente!

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Direitos autorais das imagens utilizadas no texto: Paula Beltrão / Divulgação

 



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