Família

Bebê que nasceu na rua e foi abandonado é adotado por casal homossexual e ganha nova vida!

Benjamin e Louis enfrentaram a demora do processo de adoção sem ter certeza se conseguiriam ou não oficializar a paternidade de Vinícius.



A adoção é um processo que encontra na burocracia e na preferência das famílias um longo caminho a ser percorrido. Atualmente, segundo o Sistema Nacional de Adoção (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existem cerca de 4.330 crianças disponíveis para a adoção e cerca de 32.440 pretendentes disponíveis para adotar.

Os números parecem promissores mas, na verdade, não o são. Ao mesmo tempo em que o número de crianças disponíveis parece razoavelmente baixo, o de crianças acolhidas chega a 29.328, ou seja, foram levadas para abrigos por estar em situação de risco ou terem se esgotado as possibilidades de convivência familiar naquela ocasião.

Os pais ou familiares das crianças acolhidas ainda podem exercer o direito de visitá-las, caso isso não lhes cause prejuízo físico ou emocional. Outro fator que impossibilita a rapidez nos processos de adoção é a faixa etária que os pretendentes exigem.


Muitos querem crianças menores de 3 anos, mas elas representam apenas 13% do total das que estão disponíveis, o que significa que cerca de 87% das crianças com idade superior a 3 anos e adolescentes acabam passando a vida no sistema de adoção e em casas de acolhimento.

O casal de franceses Benjamin Cano Planès, de 42 anos, e Louis Planès, de 60, sempre alimentaram o sonho de adotar uma criança no Brasil, país onde vivem. Mas para esse objetivo se concretizar, eles precisaram passar por um ano de procedimentos burocráticos, dois anos de espera até aparecer uma criança e outras semanas aguardando para saber se tudo daria certo ou não.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@benjamincanoplanes.

Os dois vieram para o Brasil em 2010 e não tinham planos de morar no país, mas acabaram se apaixonando instantaneamente pelo Rio de Janeiro e, de acordo com reportagem do UOL Universa, os novos ares acabaram incentivando-os a entrar na fila da adoção.


Benjamin explica que entrar com o processo não foi difícil, e acha muito bonito aqui se chamar de “família homoafetiva”, algo que não acontece na França. No país de origem do casal é muito mais complicado para uma pessoa homossexual adotar uma criança, já que isso é muito recente lá.

Assim que eles deram início ao procedimento, ficaram cerca de um ano organizando a parte burocrática na Vara da Infância do Rio de Janeiro, que exige o cumprimento de várias etapas, como apresentação de muitos documentos, curso de preparação psicossocial e jurídica, além de entrevista com psicólogos e assistentes sociais.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@benjamincanoplanes.

Em 2015, eles conseguiram o direito de adotar no Brasil e só então entraram na fila oficialmente. Depois de dois anos esperando, em 2017, receberam a notícia de que uma criança prematura havia nascido na Bahia, segundo Benjamin, no quinto mês de gestação.


O bebê tinha completado 2 meses e pesava apenas 900 gramas; suas condições eram precárias. A juíza informou que ele tinha nascido na rua e abandonado. Benjamin e Louis imediatamente mostraram-se interessados em adotar aquele recém-nascido.

Uma juíza da Bahia entrou em contato com eles, informando que tinham apenas 48 horas para buscá-lo. O casal, enfrentando dificuldades para chegar ao local no prazo estipulado, atrasou-se, por isso temeu perder a criança.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@benjamincanoplanes.

Mas, no dia 15 de maio de 2017, os franceses conheceram Vinícius, o filho que tanto queriam e que já amavam sem nunca ter visto. O pequeno era tão magro, que a família não pôde voltar imediatamente para o Rio de Janeiro, pois precisou ficar cerca de três semanas na Bahia, até que o bebê alcançasse o peso mínimo para voar.


Desde então, a vida da família ficou repleta de alegria e Vinícius conseguiu uma nova vida, distante da antiga realidade que tinha, de abandono e miséria. Os pais contam que ele é completamente saudável, que está aprendendo três idiomas e que é maravilhoso. Benjamin e Louis decidiram entrar novamente na fila de adoção para dar um irmão ou irmã ao pequeno.

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