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“A beleza que você vê em mim é um reflexo de si mesmo.”

Julgamento Final – Vamos desmistificar essa ideia..


“A beleza que você vê em mim é um reflexo de si mesmo.”

Imagine o planeta rodeado por uma grande nuvem, podemos chamar de manto ou malha (daquelas de tricô linda). Nesta nuvem (manto ou malha) cabe absolutamente todos pensamentos de absolutamente todos nós, seres humanos. Por uma seleção natural de afinidade dos pensamentos, um dá força ao outro e assim, o grande manto divide-se  em dois.

Os pensamentos bons (otimismo, orações, gratidão, milagres, bom-humor, amor, alegria e etc)  unem-se  como moléculas amigas e viram um novo manto que irradia uma luz colorida e deliciosa sobre a terra. Por isso, quando meditamos, contemplamos a natureza, ficamos felizes por alguém ou simplesmente nós nos conectamos com o nosso coração, aumentamos este manto e somos capazes de senti-lo em nossos corpos através de mais amor e alegria.

Já o outro manto, que fica mais perto da terra, é a leva de pensamentos  paranoicos, culpas, doenças, tristezas, depressão, críticas, pessimismo, medos, julgamentos, egos feridos, cobranças, ideias bélicas, raiva, vingança, crueldade, etc.


Cada pensamento em nossa mente gera uma emoção, uma energia em ação que vibra nas células dos nossos corpos e refletem para o mundo exterior, consequentemente, para o grande manto. Cabe a nós, diante dos desafios e das críticas, escolhermos com qual parte do manto queremos contribuir. Não é uma tarefa fácil buscar a compaixão e o perdão por quem não nos faz bem, mas há a escolha de desejar “o mal” de volta, e assim contribuir com o manto cinzento, ou simplesmente não reagir, buscando a neutralidade (afinal, é melhor não contribuir com nenhum lado do manto do que potencializar o segundo).

Lutas e competições, por mais “boa causa” que sejam, são  emoções (energia em ação) de separatividade. Enquanto, o amor, altruísmo e  generosidade sempre fazem bem para todos os lados. Fique atento ao que ou quem lhe faz bem, deseja-lhe o bem, ideias que te inspiram, pois é assim, encontrará outras mentes que vibram coisas boas, trocarão e alimentarão juntos o que eu acredito ser o lado da nuvem dos bons pensamentos. Quanto maior é a nossa conexão com o nosso silêncio interior, com o nosso coração e corpo, mais facilmente percebemos com qual parte da nuvem estamos contribuindo e absorvendo.

Se você é duro e crítico com alguém, saiba que o outro é apenas um espelho seu (já diria Rumi: A beleza que você vê em mim é um reflexo de si mesmo). Se não consegue perdoar alguém, a falta de perdão está em você e não nas atitudes do outro.

Críticas ofensivas são de responsabilidade do próprio crítico e não do criticado. Onde você coloca seus pensamentos e julgamentos é inteiramente responsabilidade sua. Quem está nesse julgamento é sempre você.


Com qual parte da nuvem você quer contribuir para a energia do planeta e de sua própria vida, é uma escolha sua. Seguir o próprio coração é se aliar ao seu próprio bem, ao maior amor, a melhor segurança e a mais pura verdade, e para isto, somente olhos bem abertos e mentes muito despertas podem perceber isto.

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Direitos autorais da imagem de capa: bialasiewicz / 123RF Imagens





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