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Bem-aventurados os que promovem a cura, o amor e a misericórdia!

Bem aventurados os que promovem a cura

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte e sentou-se sobre uma pedra, seguido por pessoas pobres e sofredoras, deixou que seus discípulos e a multidão se aproximassem.



Então, Jesus, como um grande terapeuta, proferiu o Sermão da Montanha, um dos textos mais esplêndidos do Novo Testamento.

A palavra terapia vem do grego “therapeia”, ato de curar, de fazer tratamento. O termo terapeuta significa “therapon”, aquele que serve. Jesus nesse – olhar holístico – nos oferece o Sermão da Montanha, que é uma síntese do Reino dos Céus, que fala de cura, amor, misericórdia e justiça.

Mahatma Gandhi afirmou que se toda a literatura ocidental se perdesse e restasse apenas o Sermão da Montanha, nada se teria perdido. Em nosso país, temos homens e mulheres que são bem-aventurados, porque colocam seus recursos, seu tempo e sua espiritualidade para servir os brasileiros que sofrem, sobretudo, nesta pandemia do coronavírus.


Bem-aventurados os que dão de comer àqueles que choram por causa da fome, que adoece e mata, principalmente, crianças, grávidas e idosos.

No Brasil, a pandemia jogou milhões de pessoas para a pobreza, fez o desemprego dar um salto inédito, em que os ricos ficaram mais ricos e detêm quase toda a renda nacional, contribuindo para aumentar as desigualdades sociais.

Bem-aventurados os que lutam por justiça, porque no Brasil muitos são contra os direitos humanos e defendem a liberação de armas à população, apesar dos milhares de assassinatos por ano com armas de fogo e mesmo diante do terror das pessoas que vivem em territórios sob controle de facções criminosas ou milícias.

Bem-aventurados os que promovem a liberdade de imprensa, de pensamento e de expressão num país que não se livrou da corrupção, que fomenta o ódio no debate político, que persiste no negacionismo científico e climático, que nos coloca com pária internacional em questões sanitárias e ambientais.


Bem-aventurados os profissionais de saúde que, mesmo diante da escassez de medicamentos, da falta de equipamentos e da precariedade de EPIs, continuam trabalhando com muita dedicação nos leitos e UTIs dos hospitais públicos e privados do Brasil destinados ao tratamento dos pacientes da covid-19.

Bem-aventurados todos aqueles que se compadecem com a morte de mais de 362 mil brasileiros vítimas do coronavírus e que se solidarizam com os que sofrem as consequências econômicas da pandemia, porque, como disse Jesus:

“Tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber, estava doente e visitaste-me, estava preso e foste ter comigo.”


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