Análise das transformações do abdômen de Virginia Fonseca após três gestações
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O abdômen definido após a maternidade resulta da combinação de exercícios, alimentação, genética, condição da pele e adaptações da gravidez, e não apenas da rotina de treinos ou dieta. Cada mulher apresenta uma recuperação e definição abdominal única, influenciada por fatores individuais e alterações físicas específic...
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O que se sabe
FAQ editorial
O abdômen definido de Virginia Fonseca voltou a despertar a atenção nas redes sociais. O fato de a influenciadora já ter passado por três gestações aumentou ainda mais a curiosidade: afinal, até que ponto exercícios físicos e alimentação são responsáveis pelo contorno da barriga depois da maternidade? A explicação vai além da intensidade dos treinos ou dos alimentos consumidos. Genética, distribuição da gordura, desenvolvimento da musculatura, elasticidade da pele e transformações decorrentes da gravidez também influenciam diretamente esse resultado.
De acordo com o cirurgião plástico Gabriel Andrey Ricci, mesmo pessoas que seguem rotinas bastante parecidas podem alcançar resultados muito diferentes quando o assunto é definição abdominal.
“O abdômen definido é resultado da combinação de diversos fatores. A prática de exercícios fortalece e aumenta a musculatura abdominal, enquanto a alimentação contribui para o controle do percentual de gordura. Porém, a genética também tem um papel importante na distribuição da gordura e na forma como a musculatura aparece. Portanto, duas pessoas com a mesma rotina de treino podem apresentar resultados completamente diferentes”, explica.
Durante a gestação, o organismo passa por diversas adaptações necessárias para acompanhar o desenvolvimento do bebê. A pele é distendida, a parede abdominal sofre modificações e a distribuição da gordura corporal também pode mudar. Após o nascimento, uma parcela dessas alterações pode regredir naturalmente, mas o nível de recuperação não é igual para todas as mulheres.
“A gestação pode provocar mudanças importantes na parede abdominal. Além da distensão da pele, pode ocorrer afastamento dos músculos retos abdominais, conhecido como diástase, e alterações na qualidade dos tecidos. A capacidade de recuperação varia muito de uma mulher para outra e depende de fatores como genética, número de gestações, ganho de peso durante a gravidez, idade e qualidade da pele”, esclarece Gabriel.
Dessa forma, a aparência do abdômen depois da maternidade não pode ser atribuída exclusivamente ao ganho ou à redução de peso. A qualidade da pele, a condição da musculatura e as características da própria estrutura corporal também interferem no aspecto final da região.
Para algumas pessoas, sim. A prática de exercícios pode favorecer o crescimento da musculatura abdominal e melhorar a composição corporal, criando condições para que os músculos fiquem mais aparentes. Entretanto, existem características do corpo que não podem ser modificadas apenas por meio da atividade física.
“O exercício físico é fundamental para desenvolver a musculatura abdominal e melhorar a composição corporal, mas existem limites. Se houver excesso de pele, alterações importantes da parede abdominal ou determinadas características anatômicas, somente o treinamento pode não ser suficiente para produzir um abdômen extremamente definido. É importante separar aquilo que pode ser modificado com treino daquilo que depende da estrutura corporal e da qualidade dos tecidos”, observa o médico.
A alimentação também exerce influência nesse processo, especialmente por estar diretamente relacionada à composição corporal. Mesmo assim, não há um percentual específico de gordura que consiga determinar isoladamente quando a musculatura abdominal se tornará visível.
“Para que a musculatura abdominal fique mais visível, é necessário que exista uma combinação entre desenvolvimento muscular e um percentual de gordura compatível com esse objetivo. Mas não existe um número único que determine quando o abdômen ficará trincado. O resultado varia conforme sexo, genética, distribuição de gordura e características individuais”, diz o cirurgião plástico.
Nos casos em que existem excesso de pele, gordura localizada ou determinadas alterações no contorno abdominal, procedimentos voltados ao contorno corporal podem ser considerados. Essas intervenções, entretanto, possuem finalidades diferentes daquelas obtidas com exercícios físicos e alimentação.
“A cirurgia plástica pode ser uma ferramenta para tratar gordura localizada, excesso de pele ou determinadas alterações do contorno abdominal, mas não deve ser apresentada como substituta do exercício ou da alimentação. Cada procedimento tem uma indicação específica. O objetivo é corrigir aquilo que não responde adequadamente às mudanças de estilo de vida e buscar um resultado proporcional ao corpo da paciente”, ressalta Gabriel.
A indicação de qualquer procedimento depende das características individuais e dos aspectos que a pessoa deseja modificar. Isso significa ainda que observar uma fotografia de um abdômen muito definido não permite concluir quais fatores foram responsáveis pelo resultado, tampouco determinar se houve algum tipo de intervenção estética.
Fotos de mulheres com corpos definidos após a maternidade podem transmitir a impressão de que existe um modelo de recuperação que deveria ser alcançado por todas. Na realidade, o processo de recuperação pós-parto é individual e depende de fatores que não podem ser reproduzidos simplesmente seguindo a mesma dieta ou rotina de exercícios de outra pessoa.
“É importante não transformar o corpo de uma pessoa em uma regra para todas as mulheres. O fato de uma mulher conseguir apresentar determinado nível de definição depois de três gestações não significa que esse será o resultado possível para outra. O corpo de cada paciente tem uma história, uma genética e uma capacidade de recuperação diferentes. O mais importante é estabelecer metas realistas e saudáveis”, conclui o médico.
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