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Bloqueios mentais que nos impedem de ser felizes

bloqueios mentais

Temos uma parte consciente e uma subconsciente da mente. Se observarmos, a parte consciente é apenas a ponta de um grande iceberg. A maior parte, a grande quantidade fica submersa nas águas.



Desconhecemos totalmente esta parte da qual não damos conta, mas que influencia e nos direciona e apenas fazemos ideia da capacidade de absorção, entendimento, identificações e informações que guardamos ao longo dos anos, décadas e vidas.

Trazemos informações de onde? Assim como os pássaros sabem como fazer seus ninhos, sem precisar de um projeto. Ou sabem quando iniciar uma jornada para fugirem do inverno, sem precisar de um mapa ou GPS externo. Nós também trazemos informações sobre mapas, lugares, ciências, relações, amores no subconsciente.

Colecionamos defesas e nos aventuramos, às vezes, já sabendo do desfecho de várias situações. E, de onde vêm então a sabedoria interna que nos faz “acertar”?


Por que temos tanto medo de errar? Porque não atendemos ao nosso instinto? Porque queremos acreditar que somos extremamente racionais e negamos a nossa parte sensitiva e, com isto, freamos os nossos desejos reais?

Ao frear, sempre negamos o desejo mais interno e verdadeiro para “agir” da maneira que o outro espera, não que sejamos bonzinhos, mas sim porque queremos acreditar que se fizermos um “sacrifício” deixando de fazer o que desejamos e fazendo o que o outro espera, seremos mais amados, respeitados e considerados. Neste caso, todo o tempo bloqueamos nossa verdade interna em busca de aprovação externa.

Ocorre que esta atitude é uma forma de manipular o outro. O pensamento é de que, se eu fizer o que o outro deseja, eu vou conseguir o que eu desejo, mas não é dito. É uma negociação inconsciente, unilateral. E claro, não atendida. Porém, a cada vez que nós nos bloqueamos, na tentativa de manipular o outro, e não somos atendidos nas nossas exigências infantis e irreais, porque, lembrem-se, não foram negociadas, criamos em nós grande ressentimentos que se acumulam e finalmente se transformam em bloqueios.

Estes são bloqueios que criamos contra nossa própria felicidade e que vêm de experiências que já vivenciamos, sejam antigas ou recentes, mas que, de alguma maneira, nós nos trouxeram dor e, para fugirmos dessa dor, nós nos congelamos, deixando de sentir, ou seja,  nós criamos uma forma de reagir que não é o que o nosso verdadeiro ser deseja.


Então, qualquer situação que de alguma forma nos remeta a algo similar já experimentado na dor, bloqueamos automaticamente, por medo de vivenciar uma experiência e sofrer outra vez.

Nós nos sentimos inadequados e temos desejo de pertencer a um grupo de qualquer forma, por isso queremos agradar, ainda que agindo contra nossa vontade, falsamente ou violentando nossa alma, impedindo-nos de sermos espontâneos.

O ideal é conquistar a felicidade por um preço bem menor, através da sabedoria interna e ancestral gravada no inconsciente, acreditar na verdade interna, na intuição e, para isto, precisamos treinar SENTIR. Saber identificar nossos desejos mais profundos,  fazermos a leitura da nossa própria alma, dos ciclos que vivemos, conseguir identificar cada um dos bloqueios que nos impedem de caminhar para a felicidade e, aos poucos, retirar as camadas de medo do enfrentamento da própria história de vida.

E assim, nada nos impedirá de sermos FELIZES!



Direitos autorais da imagem de capa: wallhere.com / 48511


“somos todos centelhas divinas a caminho da perfeição”

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