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Na corrida presidencial, Bolsonaro e aliados pedem que pais e avós convençam jovens a votar

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Bolsonaro e aliados lancam ofensiva por voto de jovens capa site 1

Com nítidas dificuldades entre os jovens, a pré-campanha teve fala voltada à busca pelos votos, com foco no trabalho com as próprias famílias.

As manifestações artísticas da última semana acenderam um alerta aos aliados políticos de Bolsonaro, que na corrida presidencial, têm percebido que o candidato do PL tem ficado atrás em todas as pesquisas recentes. Sem o apoio dos jovens, Jair Bolsonaro lançou sua pré-candidatura em tom de ir atrás desses votos.

Dados da Justiça Eleitoral mostravam que apenas 731 mil jovens entre 16 e 17 anos tinham tirado o título de eleitor, o que representava menos de 10% da população dessa faixa-etária, o menor número dos últimos 30 anos. Para incentivar que mais jovens se inscrevessem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou a Semana do Jovem Eleitor, e a iniciativa surtiu efeito.

Em menos de uma semana, 100 mil jovens solicitaram o título de eleitor, e o sucesso da campanha aconteceu principalmente aos artistas que passaram a usar suas redes sociais para pedir que os jovens tirassem o documento, para resolver a situação brasileira. Famosos como Anitta, Luíza Sonza, Zeca Pagodinho, Juliette e Whindersson Nunes aderiram à campanha.

Logo depois das intensas manifestações contrárias ao governo no festival Lollapalooza, Bolsonaro e seus aliados decidiram “lançar uma ofensiva” pelo voto dos jovens, abordando o assunto na pré-campanha que lançou no dia 27 de março, em Brasília. “Pais e avós têm obrigação de mostrar para eles para onde o Brasil estava indo, bem como vivem os jovens em outros países como a Venezuela”, disse o atual presidente.

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Durante o evento, o chefe de estado buscou deixar claro que não se tratava de uma campanha eleitoral, buscando evitar quaisquer punições da Justiça Eleitoral. Em vários momentos, ele afirmou que ali não era local para fazer campanha, e que todos os presentes sabiam de suas obrigações e responsabilidades, se apresentando para mais uma missão.

O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), que coordena a campanha presidencial para reeleição, afirmou que os eleitores tinham a verdade a seu lado, e que não seria “um mentiroso de nove dedos, nem um traidor” que conseguiria enganar a população brasileira. O filho do atual presidente fazia referência ao ex-presidente Lula e a Sérgio Moro.

Durante o discurso, o atual presidente não poupou críticas às pesquisas eleitorais, que o colocam na corrida presidencial deste ano em segundo lugar, sempre atrás de Lula. Ele disse que uma “pesquisa mentirosa publicada mil vezes não fará um presidente da República”, mas não informou nenhum instituto ou apresentou quaisquer provas que afirmassem o contrário.

Os aliados de Bolsonaro acreditam que as pesquisas eleitorais não refletem a realidade, e seguem mantendo a crença de que os meses podem mudar o cenário. Todos reconhecem que é preciso manter o chefe do Executivo afastado de assuntos polêmicos, assim as chances de crescer nas pesquisas seriam maiores no futuro.

No backstage das eleições, os aliados de Bolsonaro comemoram cada pequeno sinal e vitória de que ele possa vencer as eleições de outubro. Os recentes números apontam que ele cresceu nas pesquisas, e todos acreditam que esse possa ser um indício da disputa que vem pela frente.

Mesmo assim, o pré-lançamento foi colocado apenas como um evento simbólico, na busca pela redução da diferença dos números, ainda que eles não aceitem a certeza das pesquisas. O evento musical Lollapalooza acabou servindo para esquentar os ânimos eleitorais, já que a mídia em cima das críticas ao atual presidente eram fortes e constantes.

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