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Brasileira que foi bolsista ganhou prêmio internacional de Cientista do Ano!

A cientista brasileira acumula prêmios e, em 2020, teve outro grande reconhecimento por seu trabalho. Confira!



Ângela Wyse é uma cientista brasileira renomada dentro e fora de nosso país. Ela é professora e pesquisadora do programa de pós-graduação em Bioquímica da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências.

Ao G1, ela contou que sempre quis ser professora e pesquisadora de bioquímica, pois é uma área pela qual sempre foi apaixonada. Foi bolsista de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e contou em entrevista publicada no site do governo federal que a fundação tem muita importância em sua trajetória de formação profissional.

Sua paixão pela área de atuação tem lhe rendido muitas conquistas nos últimos anos. Wyse foi vencedora dos Prêmios Capes-Elsevier (2014) e Pesquisador Gaúcho (2018). Também tem publicações em mais de 390 periódicos, com alto índice de citação.


No ano passado, a cientista recebeu mais uma importante premiação para a sua coleção. O mesmo artigo conta que Wyse venceu o prêmio Cientista do Ano 2020, oferecido pelo International Achievements Research Center, de Chicago (EUA). Ela venceu na categoria na Ciências Médicas e da Saúde, e foi a única brasileira entre 23 cientistas contempladas com o prêmio.

Wyse esteve à frente de testes que mostraram o que a homocisteína, substância tóxica produzida pelo organismo quando ele processa a metionina, pode causar no cérebro e no coração. Dentre as doenças cardíacas e cerebrais causadas pela substância, estão algumas degenerativas, como mal de Alzheimer e mal de Parkinson.

A cientista contou que os achados do seus testes indicam que a homocisteína pode ser um fator de risco para essas e outras doenças, já que aumenta as atividades acetilcolinesterases, diminuindo os níveis de acetilcolina (neurotransmissor importante para manutenção das boas condições motoras, cognitivas e de memória).

Ela ainda explicou que dietas a base de proteína, aliadas ao sedentarismo e ao consumo excessivo de álcool e tabaco elevam a produção de homocisteína. cientistacientistaO trabalho de Wyse teve alcance internacional, sendo inclusive usado pelo diretor médico do Centro de Recuperação da Universidade de Oxford, na Inglaterra, para tratar crianças afetadas pela homocisteína.


No entanto, em entrevista ao G1, ela disse que os prêmios não são o mais importante, mas os artigos publicados e a orientação que prestou a mais de 60 mestrandos e doutorandos são o que realmente mostra que ela é boa naquilo que faz. Wyse ainda compartilhou que gosta de incentivar os alunos a estudar e se dedicar para alcançar a grandeza.

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