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Brasileiro morre afogado na Itália ao tentar salvar os filhos em lago

Um catarinense morreu afogado enquanto tentava salvar os dois filhos em um lago na Itália. Natural de Joinville, no Norte de Santa Catarina, Felipe Thomazelli, de 31 anos, e os filhos de 8 e 11 anos brincavam no local quando as crianças começaram a se afogar. Um homem ajudou no regaste dos menores, mas não conseguiu auxiliar o pai. Felipe morreu na sexta-feira (25) e a cerimônia de cremação do corpo ocorreu na segunda-feira (28) no país europeu.



Segundo a cunhada de Felipe, Bianca Simões da Luz, após deixar a filha menor na escola, o pai e os dois filhos maiores foram até o Lago Maggiore, em Baveno, próximo da casa da família pela manhã. A mulher dele, mãe das crianças, estava no trabalho.

“O Felipe trabalhava à tarde, tinha levado a filhinha menor para escola e levou os outros, que já estão em férias de verão, para tomar um banho no lago, contou a cunhada.

Quando Felipe percebeu que os filhos estavam se afogando no lago, tentou ajudá-los e gritou solicitando auxílio. Um homem que passava pelo local retirou as crianças da água, mas quando voltou para ajudar, Felipe já havia desaparecido. O corpo dele foi encontrado horas depois.


“Como ele sabia nadar, ninguém sabe se ele passou mal com a situação do pavor, se entrou em pânico, se teve câimbra ou se foi puxado pela água. Ninguém sabe exatamente o que causou essa tragédia”, disse a tia das crianças e cunhada da vítima.

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O corpo foi encontrado sem vida após duas horas de buscas a 14 metros de distância do local onde as crianças estavam se afogando. Felipe deixou a mulher e três filhos.

Felipe morava há três anos com a família em Stresa, no Norte da Itália. Segundo a familiar, o caso chocou a comunidade onde a família mora.


“Ele era como um irmão para mim. O que posso dizer é que o Felipe morreu mostrando o que ele sempre foi: um herói. Um cara batalhador e trabalhador que largou tudo para dar uma vida melhor para a família”, conta Bianca.

Promoção e planos de mudança

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Atualmente, Felipe trabalhava como auxiliar de cozinha e estava prestes a ser promovido. Segundo familiares, faltava apenas os chefes inaugurarem uma filial do restaurante para que ela atuassem em uma função considerada melhor.


A prefeita da cidade onde a família mora pagou as despesas funerárias e a cremação, de acordo com Bianca e a administração municipal está oferecendo apoio psicológico à família.

“O Felipe e a Sara estavam realizando muito sonhos juntos e tinham assinado recentemente um contrato para se mudarem para uma casa maior. O governo de lá está agora tomando várias medidas preventivas para evitar que algo parecido aconteça de novo”, afirmou a cunhada de Felipe.

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