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Bulas de remédio… Você lê?

BULAS DE REMÉDIO capa e dentro

Para começar, lógico que tenho que confessar que já estou naquela fase da vida que sucumbiu aos remédios de uso contínuo… ok, ok…toda máquina precisa de um aditivo para continuar funcionando bem, e até aí tudo certo!



Os contínuos não me incomodam, já conheço eles, eles me conhecem e nos damos bem, nada de efeitos colaterais…os que me incomodam são os novos!

Lá vou eu, nas minhas consultas de rotina, ginecologista, cardiologista, endocrinologista, oftalmologistas e afins…e aguardo ansiosa o final da consulta para ver se tudo se manterá igual ou se receberei alguma nova recomendação, ou pior, algum medicamento novo! Meu coração dispara só de pensar, e não necessariamente no cardiologista!

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A consulta é tranquila, os exames de forma geral não sofrem grandes alterações, batemos aquele papo formal que existe entre médico e paciente e no final, lá vem a puxada do bloquinho…

Agradeço e guardo na bolsa…volto pra casa e fico por pelo menos uma semana com a receita lá bem guardadinha.

Até que passando por alguma farmácia, resolvo parar e encarar a difícil missão de comprar o mais novo aditivo, que segundo me informaram, vai me fazer sentir melhor.
Compro, pago e volto para o carro! Ligo a música, coloco os óculos e ali mesmo, com uma musiquinha de fundo, resolvo ler a bula.


Quando desdobro aquele papel, já me estresso, porque sei que nunca mais vou conseguir faze-lo caber novamente na caixinha…nem o mais craque em origami consegue!

Vou logo para as indicações desse medicamento…e quando leio me pergunto, o que foi que eu fiz para o médico achar que precisava disso?

E os efeitos colaterais? Meodeos, quem sentiu tudo aquilo???? Morro de dó…
Além de tudo, tem o efeito concomitante com álcool, mas, essa parte acho meio lenda, já testei…hahahahahaha


Nesse momento, nesse exato momento me pergunto qual a necessidade de uma bula para pessoas leigas? Eu acho que a confiança na relação medico paciente deveria ser suficiente, porque eles têm plena condição de nos avaliar e saber o que é bom para nós, sem sermos obrigado a saber tudo o que aquele remédio pode nos trazer de bom ou de ruim.

Por Vanessa, que confia cegamente nos seus médicos, mas ainda não consegue ficar sem ler as malditas bulas…

Você está entre amigos quando não precisa se defender de nada!

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Talvez você pense: o amanhã a Deus pertence! mas é sua responsabilidade também, é tão seu quanto dele!

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