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Cada pessoa é um mundo

Cada pessoa é um mundo

Certo dia, ele me falou a seguinte frase: “Cada pessoa é um mundo.” Desde então, fiquei com essa frase martelando na minha cabeça e, então, passei a enxergar as pessoas como mundos particulares.



Assim, comecei a pensar como toda vez em que nos propomos a conhecer alguém estamos, ao mesmo tempo, expondo o nosso mundo e nos abrindo para conhecer outro.

A questão aqui é a seguinte: cada mundo tem uma bagagem. Difícil mesmo é não saber que bagagem é essa, não entender que mundo se está explorando. E, a meu ver, é justamente isso que muitas vezes atrapalha os relacionamentos.

Logo que conhecemos alguém que nos causa certo interesse, fazemos suposições, buscamos sinais e tentamos entender que mundo é aquele. Mas isso de fato não é tarefa simples, porque, muitas vezes, as pessoas só permitem que os outros explorem sua superfície.


Quantas vezes não conseguimos entender uma atitude alheia porque não conhecemos o mundo daquele indivíduo? Ou pior, achamos que conhecemos e interpretamos da forma que consideramos conveniente, baseando-nos apenas naquilo que acreditamos ser a totalidade daquele mundo.

Sinto lhe dizer, meu amigo, mas é bem capaz de você não conhecer nem o seu próprio mundo por inteiro, que dirá os outros mundos que existem por aí.

Ninguém se expõe totalmente assim. Todo mundo guarda mágoas, medos, receios, sonhos e desejos. Mesmo assim, conhecer outros mundos é sempre uma delícia, é tentador, é se aventurar.

Quando alguém lhe dá um espaço, não tem coisa mais gostosa do que conhecer um território completamente novo. É revigorante nos aprofundar em novos mundos, entender como eles funcionam e permitir que eles nos toquem ao mesmo tempo em que também os tocamos.


“Cada pessoa é um mundo”, ele me disse, e fiquei pensando quantos mundos interessantes já deixei passar despercebidos. Quantos mundos atravessaram a mesma rua que eu, foram naquela mesma festa no sábado à noite, ligaram no meu telefone quando eu não podia atender, ou então tentaram falar comigo quando eu não queria ouvir. E quantos mundos eu achei que conhecia, quando, na verdade, não entendia absolutamente nada sobre eles.

Quantos acreditaram compreender o meu mundo, quando no fundo eu não os deixava ultrapassarem a minha camada mais rasa.

É, parece-me que ainda vamos esbarrar com muitos mundos pelas esquinas da vida, vamos achar que conhecemos vários deles e, no fim das contas, daremos sorte se conseguirmos conhecer profundamente pelo menos o nosso próprio mundo. Porque, na real, ninguém se expõe tão facilmente assim, ninguém é apenas o que aparenta ser.

Afinal, acabei concluindo que somos mais do que um mundo, somos universos. E somos universos porque somos infinitos: pensamos e amamos de forma incalculável, sem limites.


Então, por mais que sejamos absolutamente misteriosos e singulares, cada um com seu universo particular, acredito que temos esse ponto em comum: somos infinitos.

Somos universos. Cada pessoa é um universo.



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: har1ey / 123RF Imagens

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