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Cada um de nós tende a aceitar o amor do qual se sente merecedor…

Muitos dos males do mundo nascem do amor aprisionado no coração.


Realmente, é difícil aceitar o amor, o caminho do amor, a verdade do amor.

A constatação dos espinhos próprios que o amor nos expõe.

Tendemos a negar-lhe a sua identidade básica que é ser vida, criação, fluxo e construção.

É assim que nascem todos os venenos existenciais de que padecemos e que vamos, inconscientemente, impondo uns aos outros.


As feridas que (nos) infligimos, os arquétipos de auto abandono, responsáveis por tanto sofrimento nas nossas vidas.

Cada um de nós tende a aceitar o amor de que se sente merecedor.

É algo que vai vindo, à medida que vamos expandindo e decodificando uma certa linguagem, uma espécie de código que nos explica e nos liga ao todo.


Daí a importância do amor-próprio, da disciplina e da fortaleza interior e de uma vivência espiritual que permita vislumbrar a luz de cada um, a verdade da alma, por detrás das circunstâncias visíveis da nossa humanidade.

Aqui inclui-se o entendimento de que o outro (qualquer outro) cumpre, consciente ou inconscientemente, mais livre ou mais enredado nas suas teias pessoais, um papel precioso no nosso desenvolvimento e no plano maior da nossa evolução.

Quanto maior é a luz que une duas pessoas, a proximidade das almas, a intensidade da conexão ancestral e espiritual, mais exigente é o caminho individual requerido até à unificação do propósito comum.

Não devemos julgar o outro, por muitas que sejam as mágoas, a tristeza e o desapontamento.

É fundamental abandonar toda a resistência, aceitar a integralidade da realidade e descobrir o amor e mais de nós em todas as experiências, por muito dolorosas que tenham sido, aceitando-as com firmeza, com fé e esperança.

Buscar a nossa inteireza e dignidade, em todas elas. Por mais incômodas que nos tenham parecido. Esta atitude definirá a medida do que somos, permitindo o nosso crescimento e maturação.

E após um tempo, será criado um espaço mútuo para sentir, para objetivar e qualificar, para a revelação. Para manifestar a verdade que pode agora ser melhor compreendida e desenhar novos potenciais de aceitação ou de libertação consciente.

Cada um de nós deve agir, sempre, segundo o que sente ser verdadeiro, único e íntegro com o todo.

Acreditando, sem reservas, que o nosso bem e felicidade é também o bem maior de todos cujas vidas tocamos, auxiliando na justa medida o propósito e a evolução de cada um.

Somos caminho para os que nos rodeiam e isso é algo que devemos aceitar com maturidade, com bondade e sem condições.





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