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“cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…” – coloque-se no lugar do outro!

CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA capa e dentro

É sempre muito difícil começar a escrever, a colocar no papel o que minha cabeça e, na maior parte das vezes, o que o meu coração quer dizer.



Hoje escrevo para os miseráveis, que nem diria Cazuza. Ele cantou, eu escrevo.
“Pras pessoas de alma bem pequena”, como diria ele.

Moro num país, mais especificamente numa cidade em que, se tu estás a pé, te tratam dê um jeito. de moto te tratam de outro, de carro, de outro e se estás num bom carro, chegam a te bajular.


Se tu tens algo a oferecer, és amigo, és útil. Caso contrário, ficarás sozinho em casa, pois eles tratarão de fazer algo e não te incluirão nos seus planos.
As pessoas perderam totalmente a sensibilidade da palavra AMIZADE. Hoje é mais importante “ter” do que “ser”. E se depender disso para alguém querer a minha amizade vai se sair prejudicado, pois eu “sou” muito mais do que “tenho”. A amizade para mim é sinônimo de cumplicidade, parceria, preocupação com o outro, não procurar apenas quando convém.

E isso serve para relacionamentos também.
Pensar no outro.


O segredo?
Colocar-se no lugar do outro.

E como as pessoas estão egoístas, pensando apenas no seu próprio umbigo.

Quanta gente legal existe no mundo que não tem nada material e que pode nos oferecer tudo?


Quer presente maior do que um convite para ir à praia ver o pôr do sol, uma cerveja em qualquer boteco, só para saber como estão as coisas?
Semana passada reencontrei um amigo no Mercado.

Público que chegou para conversar comigo já dizendo “estou de mal contigo”. Nunca mais me procurasse. E aí pensei. Ele é realmente a tradução do que é a amizade. Conhecemo-nos e de cara nos demos bem.

Arianos! Gênios fortes, personalidades gritantes e compartilhávamos da mesma tradução do que é a amizade. Entrega, amor, carinho  Tanto que nada de material tínhamos a oferecer um ao outro, e éramos “gurus” um do outro, como ele gostava de falar. Com o tempo a gente vai amadurecendo e se dando conta das coisas, como diz minha mãe. Tanto que ela mesma dizia, “Paula como esse menino gosta de ti, sempre vem aqui te ver”.


Obviamente tenho outras amizades fortes e de anos, cúmplices. Isso é lindo. Isso é dar sem querer receber!
Para mim, e ouso dizer que todos deveriam ser assim, muito mais vale um sentimento do que a conta bancária.

Muito mais vale o que tens no peito do que no bolso.

“Vamos pedir piedade, Senhor piedade.


Vamos cantar o blues da piedade.”

Ao dono do meu coração…

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