Caminhar o caminho da paz requer desapego de dogmas e crenças limitantes

Caminhar o caminho da construção de um novo mundo nos faz tomar consciência de toda sabedoria que nos foi deixada como pegadas a serem seguidas, iluminando a jornada dos passos que precisam ser dados.

Respeitar toda forma de crença para que possamos viver livres de amarras de julgamento. Respeitar as tradições é passo importante para que tenhamos nossa força interior renovada, nossas raízes fortalecidas, caso contrário enfraquecemos e apodrecemos por dentro.

Sem reconhecermos nossa ancestralidade em nós mesmos, achando que ela ficou no passado e que nada temos em nós, é como negar quem somos de verdade e tudo o que nos rege o coração e a alma.

A intolerância social e religiosa que temos vivido neste momento no país, mostra que estamos perdidos em um monte de mentiras que contamos a nós mesmos. Acreditamos que para sobreviver precisamos destruir o que é diferente, acreditamos que somente uma verdade rege esse mundão e que uma única forma de fé pode ser a verdadeira e a que ilumina.

Vivemos um momento que pensar diferente nos torna alvo, inclusive, de uma bala que nada tem de perdida, sempre tem endereço certo.

Vivemos um momento onde pessoas pensam que templos são mais sagrados do que os irmãos de caminhada e que seus regentes são os proprietários da palavra divina. Ledo engano que o ego nos impõe.

A verdade que conhecemos é apenas fragmento da Verdade Maior, e nenhum humano é capaz de alcançar longe do AMOR, e esse não é o amor que pensamos sentir por nossos companheiros(as), filhos(as)… porque esse ainda é amor posse. O AMOR que nos ilumina e nos nos torna grandes é o desinteressado, é aquele que sentimos pela alma humana e não pelo corpo, olhos, cheiro… é o AMOR que liberta das amarras, não nos prende em templos físicos porque a alma que AMA voa em direção a liberdade de SER.

Estamos vivendo um momento neste país, ainda que nublado e coberto pelos véus que o poder nos coloca e muitos de nós aceita, onde a monocultura da fé e social leva-nos à separação por cor, crenças e ideologias políticas, como se os políticos que hoje ocupam seus cargos de PODER estivessem realmente preocupados com a massa que fica sob seus pés. Eles estão preocupados com o PODER sobre o outro, não com o PODER PELO OUTRO, numa busca pela igualdade, solidariedade e respeito. NÃO HÁ AMOR SEM RESPEITO OU RESPEITO SEM AMOR.

Vivemos um momento onde todos estão com togas de juiz e martelo nas mãos, mas apenas para massacrar o outro que pensa diferente porque seu caminhar, sua visão do mundo é diferente.

Cada um tem seu próprio túnel de realidade e isso nos torna grandes quando compreendemos essa lei, porque aprendemos com os diferentes, não os combatemos.

Esses senhores querem que tenhamos a mesma forma de pensar o amor,  sobre a educação, sobre cultura, sobre a sabedoria nativa, esquecendo-se que seu maior símbolo veio a esse mundo para trazer uma mensagem, que é ignorada por todos, ou quase todos: “Amai o próspero como a ti mesmo”. Isso significa, respeite o outro para ser respeitado pelo outro. Aceite o outro para ser aceito. Acolha o outro para ser acolhido.

Entrar em casas de rezas indígenas e destruir foge do caminho que o Mestre deixou a seus seguidores. Destruir congás de umbanda e candomblé foge deste mesmo ensinamento.

Vivemos num tempo onde queremos ter apenas coisas e razão e enquanto isso acontecer, a PAZ estará distante de todos nós.

Que possamos nos voltar para a simplicidade do caminhar com pés descalços, onde o ego é descarregado na terra e se mantém do tamanho apenas que ele precisa estar, mas que os corações se agigantem no amor incondicional por todos!

Caminhamos na luz, pela luz e para a luz!



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