Comportamento

Cansada de ser assediada, funcionária invade a sala do chefe e bate nele com esfregão

3 capa Cansada de ser assediada pelo chefe funcionaria invade sua sala e o bate com esfregao

A funcionária do governo chinês revidou as investidas do chefe, que lhe enviava mensagens impróprias. Respondeu ao assédio usando um esfregão e se tornou sensação na internet.



Recentemente, um vídeo compartilhado na internet, de uma funcionária batendo em seu chefe, ganhou espaço e tem despertado importantes debates sobre violência, assédio no trabalho e relações hierárquicas.

As relações de poder, comuns em várias estruturas, colocam em posição de inferioridade alguns cargos, fazendo com que isso seja apenas mais um reflexo da sociedade como um todo. Isso significa dizer que as tensões machistas e a violência de gênero continuam existindo, de forma mais potente e presente, quando existe hierarquia trabalhista.

Quando o funcionário quer usar sua posição na empresa para se beneficiar de algumas relações, ele faz com que as relações de poder não sejam mais benéficas.


Muitas mulheres sofrem diariamente com o assédio no trabalho, e muitas vezes não é sexual, mas psicológico, por exemplo, colocando-as em posição de subalternidade.

Mas o assédio sexual existe, sim, e infelizmente mais do que imaginamos. Segundo uma pesquisa feita pelo LinkedIn, em 2020, cerca de 50% das mulheres relataram já ter sofrido assédio sexual no trabalho, mas apenas 5% delas recorreram ao RH e cerca de 15% pediram demissão. A maioria delas são negras. Isso acontece mesmo quando as vítimas ocupam cargos em níveis mais elevados de hierarquia, como gerência ou diretoria.

No Nordeste da China, uma funcionária não identificada reclamou que seu chefe lhe enviava mensagens de texto com conotação sexual, e decidiu resolver o problema com as próprias mãos. A jovem, chamada de Zhou no vídeo, bate diversas vezes no chefe, chamado de Wang, que permanece sentado à mesa, pedindo-lhe desculpas e dizendo que as mensagens eram “brincadeira”.

No vídeo de 14 minutos, Zhou, além de bater no chefe com o esfregão, atira livros nele, rega-o com água, além de jogar muitas coisas no chão. Segundo o The New York Times, não está claro quando o incidente ocorreu, mas a mídia local informou que a jovem apresentou relatório à polícia na semana passada, acusando o chefe de assédio.


Muitas pessoas consideraram incomum a atitude da menina, que resiste à figura de autoridade, em um país onde as condenações por crimes desse tipo são ínfimas. Muitos internautas ficaram do lado de Zhou, chegando a elogiar seu comportamento, por mudar o equilíbrio de poder e chamando-a de defensora da justiça.

O homem foi identificado como vice-diretor de uma agência governamental de redução de pobreza, localizada no distrito de Beilin, em Suihua.

Após uma investigação, constatou-se que ele tinha “problemas de disciplina vitalícia” e foi demitido de suas funções oficiais, seguindo medidas disciplinares do Partido Comunista, como afirma a mídia estatal.


No vídeo, Zhou afirma que Wang lhe enviou mensagens de texto indesejadas em três ocasiões e que outras pessoas do escritório já haviam recebido investidas semelhantes. Ela também é vista fazendo uma ligação na qual acusa o chefe de assédio.

Ativistas chinesas pediram mais atenção aos casos de assédio no trabalho, porque nem sempre as vítimas têm a chance de ter um “vídeo viral” que as ajude no processo.

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