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Carência afetiva: você sente isso?

SINTOMA: extrema dependência de outra pessoa.


RESULTADO: submissão e autoabandono.

SENSAÇÃO: esvaziamento de afeto.

SOLUÇÃO: aprender a curar suas dores e desenvolver o amor próprio.


RESULTADO: tranquilidade, equilíbrio, plenitude e felicidade.

Carência Afetiva é aquele sentimento indefinido que geralmente vem mesclado com solidão… é achar que todo o afeto recebido jamais é suficiente…

É o que faz a gente ter certeza de que as outras pessoas estão na nossa vida unicamente para preencher todos os nossos espaços internos vazios – que anseiam, desesperadamente, serem preenchidos. Você já se sentiu ou se sente assim?


Então, está na hora de você entender que, quando o seu medo da solidão é maior do que o amor que você tem por si mesmo, você se torna refém da ilusão de que somente ao estar com alguém, você se tornará livre da sua carência.

E neste processo, você não consegue perceber que se basta, que consegue ser autossuficiente e, principalmente, que somente a partir do momento em que você aprende a se amar, verdadeiramente, é que estará pronto para viver um relacionamento afetivo pleno de espaços a serem compartilhados, e não só preenchidos.

Viver constantemente em estado de carência é viver sempre no estado da “falta”, e de tal forma que a única constante em sua vida será o sentimento de insuficiência e privação.

Agora, cabe a pergunta: Quando você está vazio de afeto, como pode pensar em amar o outro? Se você não tem nem o suficiente para si mesmo, como será capaz de entregar algo para alguém?

Não prestar atenção a isto representa continuar não enxergando que, independente do tipo de relacionamento que você construir, a carência fará com que você continue desprovido de afeto. E desta forma, vivendo imerso na sensação de escassez, você nunca sentirá que já tem o suficiente e, pior ainda, jamais será capaz de Ter e Ser o suficiente para poder entregar ao outro.

Seguindo este raciocínio, faço outra pergunta: Qual a vantagem de deixar de ser um carente afetivo? A resposta é simples: maior autoconfiança e amor-próprio.

Para tanto, permita-se fazer aquela jornada rumo ao autoconhecimento, resgate suas lembranças e avalie o que precisa ser mudado, incluindo a sua compreensão de tudo o que lhe aconteceu.

Deste modo, você compreenderá que memórias podem ser resolvidas, transformadas e integradas, de modo a fazerem sentido e… criar um novo sentido.

Você sabia que o amor costuma se expressar de várias formas e em várias situações? Então pare de achar que você somente conseguirá suprir suas necessidades de afeto a partir do momento em que encontrar “aquele” amor – perfeito e idealizado, exclusivamente no amor romântico e somente em uma pessoa.

Comece a observar as várias formas de afeto que você tem recebido ao  longo da sua vida, revelando o quanto as pessoas gostam de você: lembre-se de um presente especial, de uma flor recebida fora de uma data comemorativa, de um bilhete de alguém dizendo palavras de admiração e até mesmo daquele abraço longo, no qual você sentiu que realmente era abraçado, rodeado, entrelaçado e incluído por alguém, e entenda que estas também são formas de amor.

Deste modo você será capaz de compreender que toda e qualquer dependência amorosa só existe porque tende a suprir a SUA falta de amor por si mesmo. Pare de buscar suprir no “lado de fora” os seus vazios internos, pois isto o levará a repetir círculos infindáveis de desafeto generalizado e de desamor por si mesmo.

E então, quando você porventura resolver se perguntar o que está faltando em sua vida e a resposta que lhe surgir for “estou carente”, comece com o autoamor.

Esta é a única maneira de tornar possível o encontro com todos os afetos em sua vida, e em suas distintas e variadas formas. Saiba que Tudo sempre começa COM e EM você.

Afetos, desafetos, encontros, desencontros e reencontros sempre farão parte da nossa vida. Portanto, fica a dica: Não se apegue ao pouco que você NÃO TEM e passe a observar TUDO o que você TEM.

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Direitos autorais da imagem de capa: hdesert / 123RF Imagens





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