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A carência é um sentimento complexo, talvez obscuro demais, que chega a nos deixar “cegos”.

Nunca acreditei que o “amor fosse cego”.

Amar nos eleva, coloca-nos nas nuvens, deixa-nos seguros, acaricia a alma de modo que mesmo que o ser amado tenha defeitos, não terão o mesmo “valor” que este sentimento sublime.



Já a carência é um mal! Uma erva daninha que cresce e vai tomando conta de tudo. É preciso cortá-la pela raiz porque uma pessoa carente é capaz de aceitar “gato por lebre”, para que a falta de carinho seja falsamente suprimida.

Você passa a aceitar tudo por migalhas de afeto. Até mesmo aquela pessoa que não tinha nada a ver, faz com que você se ludibrie acreditando que ela tem algo de especial.

Essa “cegueira” blinda as emoções, transformando-nos num arsenal indumentário de sensações provisórias e ordinárias que nada acrescentam em nossas vidas, pelo contrário, coloca-nos em um círculo vicioso.

Sensações não são emoções!


Apesar de senti-las, com o passar do tempo, percebemos que essas “peças sobressalentes” possuem validade. Depende de nós querer trocá-las por “algo” original.

Não se deixe enganar por ladainhas ditas ao bel prazer. Diálogos que muitas vezes parecem profundos, levam-nos para o fundo do poço.

Existem pessoas que se gabam ser donas de atitudes e só por isso usam a dialética como um pretexto sedutor. São como hienas, que ao se depararem com a carcaça do animal que foi morto começam a “rir”.


Não aceite menos do que você merece! No mundo dos afetos o menos nunca será demais!

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Direitos autorais da imagem de capa: grkistock / 123RF Imagens

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