Carinho, conforto e presença também fazem parte da educação!

Não se “cria mal” um filho sendo carinhoso, responsável com suas necessidades, confortando seus medos ou fornecendo grandes quantidades de abraços e beijos.

Os pais que “criam mal” não são aqueles que se esforçam para fazerem o seu melhor, mas sim os que ignoram seus filhos, somem de suas vidas e que não têm maturidade para entender que crianças não têm mentes tóxicas como a de adultos, acostumadas a decepções e manipulações.

Um estudo sobre inteligência afetiva mostrou que os bebês experimentam mais dores psicológicas do que físicas, em uma base diária.  As dores emocionais dos bebês se relacionam a dimensões como medo, insegurança e fome; e eles demonstram essas sensações de mal-estar de maneiras diferentes. Alguns são mais tranquilos, enquanto outros são exigentes, portanto, os pais devem entender que cada pessoa é única e que atender necessidades de uma criança não é o mesmo que criar de forma errada.

Compreender as necessidades dos filhos através do consolo

Consolar é estar presente, entender o comportamento e a personalidade do filho e aprender a maneira correta de ensiná-lo a lidar com suas dores, em qualquer nível, de forma consciente e positiva. É um trabalho que exige dedicação e amor, dizer para uma criança se acalmar e ficar tranquila não é reconfortante. O que consola e conforta essas pessoas é o abraço, o carinho, o contato físico e a fala calma e suave.

Esses pequenos gestos de carinho e afeto realmente impactam os pequenos, gerando impressões em seus cérebros, no qual qualquer estímulo ou falta dele, é crucial para o seu desenvolvimento futuro.


A sabedoria que leva a uma boa criação

Pode ser que você já tenha passado pela situação de ter que ouvir comentários negativos de amigos, parentes ou até mesmo desconhecidos ao tomar atitudes que julga corretas em sua função de educador, como abraçar seus filhos para aliviar suas lágrimas e sentimentos negativos. Eles podem nos dizer que estamos mimando nossos filhos e que isso não ajudará  futuramente. Muitas vezes ficamos quietos e sabemos em nosso interior que ao agirmos positivamente nos momentos certos, reforçamos comportamentos saudáveis em nossos filhos, além de reduzir seu estresse e aumentar seu sentimento de segurança.

Aqueles que criam seus filhos de boas maneiras sabem que os choros não cuidados impactam de forma duradoura as vidas dos pequenos.

Neurologicamente falando, o estresse e nível elevado de cortisol são o que causam esses comportamentos, alterando a química dos neurotransmissores, fortalecendo os medos e necessidades de atenção. Também sabem que a presença, carinho e cuidado só melhoram nossos relacionamentos com nossos filhos, porque fortalecem o vínculo e imagem de porto seguro que os pais implicam, principalmente nos primeiros três anos, em que necessidades vitais como: segurança, carinho, reconhecimento e são essenciais. As crianças que não possuem autorização para chorar e demonstrar seus sentimentos ou não é cuidada com carinho cresce enxergando o mundo como um ambiente negativo e hostil, em que tudo o que devem fazer é se defender da melhor maneira que conseguirem.


Como a consciência emocional ajuda no crescimento

A educação emocional começa desde os primeiros meses de vida porque podemos definir padrões de comportamento desde cedo. Por exemplo, se seu bebê tem a mania de puxar os cabelos quando se sente enjoado ou irritado, já pode subentender que ele busca uma maneira de canalizar seus sentimentos de descontentamento. Para construir e fortalecer o vínculo que transmite segurança e bem-estar para os filhos, a amamentação é fundamental.

Entender quais são e como funcionam as emoções do seu filho é um trabalho diário que requer vontade, paciência, amor e intuição. Não devemos ignorar as peculiaridades de nossos pequenos apenas porque são novos demais e não sabem de nada. O que hoje é apenas um comportamento baseado na inocência pode se tornar sério amanhã. Seja cuidadoso e positivo com seus filhos, nutra-os de coisas positivas para criar uma impacto positivo em suas vidas.

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Direitos autorais: da imagem de capa: pat138241 / 123RF Banco de Imagens



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