Carl Jung sobre a arte de deixar fluir



Carl Jung foi o famoso psicólogo suíço que fundou a psicologia analítica, que busca explorar o poder da psique individual. Para montar sua teoria, Carl incorporou conhecimentos de diversas áreas, entre elas taoísmo e alquimia ocidental.

Em seu livro O Segredo da Flor Dourada, Jung compartilha um conhecimento que pode ser considerado o segredo para a integração da psique humana, um caminho para chegar até a alma em seu estado individualizado.

Este modo de funcionamento da psique não é simples, porque consiste na ausência de atitude, um de nossos maiores desafios. Devemos não tentar controlar, simplesmente deixar a natureza seguir o seu curso e nos agraciar com sua luz.

Podemos encontrar este conceito em diversos lugares. Mas qual o segredo das pessoas que conseguiram praticar o controle do impulso de agir para se libertar? Até onde se pode ver, não existe um verdadeiro segredo, elas simplesmente permitiram as coisas acontecerem, seguirem o seu caminho.

No entanto, essa simples atitude de aceitar as coisas como se apresentam, seguir o fluxo e agir através do processo de “não-ação”, é o que pode abrir as oportunidades para nós. Precisamos permitir que as coisas aconteçam na psique.

É um grande desafio, porque estamos acostumados com nossa consciência se mostrando presente a todo momento, sempre buscando uma maneira de nos corrigir e ajudar, nunca permitindo que o processo aconteça naturalmente.



Não interferir no desenrolar da vida é uma atitude muito sábia, mas para conseguirmos fazer isso, precisamos ter mentes abertas e compreendermos como a vida, a natureza e funcionam, confiarmos em Deus, na ciência, no universo e termos a paciência e a calma para, simplesmente, observarmos sem apego.

Esta sabedoria não chega até nós com facilidade, temos que nos esforçar e buscar quebrar os padrões pré-definidos de comportamento.

Mas sempre podemos contar com a sabedoria de sábios como Jung e em nossa própria intuição para aprendermos a seguir o fluxo, encarando cada evento em nossas vidas como um próprio milagre.


 






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