5min. de leitura

CARTA AO AMOR PRÓPRIO: EU SOU EU. VOCÊ É VOCÊ.

“Eu sou eu.



Você é você.

Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas

Você não está neste mundo para atender às minhas.


Você é você.

Eu sou eu.

Se em algum momento ou em algum ponto nos encontrarmos


Será incrível.

Se não, não há o que fazer.

Deixo de dar amor a mim mesmo

Quando na tentativa de agradá-lo, eu me traio.

Deixo de dar amor a você

Quando insisto que sejas como quero

Ao invés de aceitá-lo como você realmente é.

Você é você e eu sou eu.”

As palavras foram escritas por Fritz Perls, um grande neuropsiquiatra psicanalista que, juntamente com sua esposa Lore Posner, se esforçou para explicar-nos de uma forma simples como criamos nosso mundo. Juntos, eles procuraram fazer-nos entender que querendo agradar aos outros, nos tornamos nossos próprios carrascos e que avaliar nossa própria realidade como verdadeira é o primeiro passo para entendermos e seguirmos em frente.

A verdade é que as mentiras que mais nos prejudicam não são as que dizemos, mas as que vivemos. Há momentos na nossa vida em que podemos cair na armadilha de viver em uma realidade falsa, na qual às vezes até mesmo nós podemos passar a acreditar.

Por que é tão comum o autoengano e falta de autenticidade?

Na realidade, isso está intimamente relacionado com a maneira com a qual nossos pais e a sociedade têm nos educado desde a infância. Desde nosso nascimento, temos sido doutrinados a reprimir nossos sentimentos e emoções, a evitar expressar o que é real e o que realmente sentimos.

Nós criamos um exterior que não parece em nada com a realidade que vivenciamos no interior. Muitas vezes acontece que nossos ideais não são aqueles pelos quais lutamos, e que nossas ideias, medos e objetivos não correspondem ao que realmente manifestamos…

Tudo isso afeta negativamente nosso desenvolvimento vital, e apenas nos incentiva a colocar a máscara que temos usado desde a infância. Em geral, nossos pais e professores nos ensinaram a rejeitar emoções como raiva, medo ou dor, o que nos levou a escondê-las.

Por esta razão, acreditamos que podemos nos tornar indiferentes à essas emoções, quando na verdade não é assim. O medo, a dor ou a raiva estão sempre lá e representam grande parte da nossa experiência de vida. No entanto, temos a tendência de nos mostrarmos fortes e reprimirmos emocionalmente a frustração e a manifestação de dor.

Outra contradição que absorvemos como esponjas de criança é se é ou não é bom mentir. Os mais velhos sempre mentiam enquanto falavam para não mentirmos. Aos poucos fomos tomando consciência e percebendo que tínhamos que aceitá-la e, por vezes, também colaborar com ela. Assim, temos assumido essa opção como natural, embora nos sentimos muito ruins e só obtemos um pequeno benefício em um momento muito oportuno, isso quando conseguimos obter.

Manter nossa autoestima bem alta e mostrar como realmente somos não deve agradar a todo mundo, mas dessa forma iremos construir relacionamentos reais, puros, abertos, honestos e independentes.

Aceitarmos e nos comprometermos com quem realmente somos fará com que consigamos não ter medo do que queremos e de quem somos, a nos expressamos a quem quiser ouvir, mas também despertará inveja daqueles que não se atreveram a unificar sua verdade interior com a verdade externa.

É verdade que os desafios não são para todos, mas todos podemos experimentá-los e até mesmo vencê-los, depende de nós. Ser autêntico e manter sua autoestima saudável te ajuda a se afastar da mentira, te incentivando a ser o mesmo em todos os momentos e não deixar faltar o amor que deve a si mesmo.

 

___

Traduzido pela equipe de O Segredo

Fonte: La Mente es Maravillosa

Você sabia que O Segredo está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.