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Carta aos amigos…

As festas de fim de ano se aproximam e resolvi deixar uma carta para colocar na sua árvore, meia ou lareira. Dedico a cada um dos meus amigos de hoje e de outrora, daqui e de acolá.



Amigo, esta semana inúmeros acontecimentos me fizeram pensar muito sobre amigos e este imensurável mundo dos sentimentos que envolvem as verdadeiras amizades.

Espero que o fato de não nos falarmos com frequência não abale nossa amizade. Quantas vezes eu deixei de vê-lo, falar com você ou simplesmente de dar ou buscar notícias? Saiba que ainda assim lhe quero muito bem.

Poderia dar-lhe mil desculpas por estar sumida: trabalho, família, amores, preguiça, o livro que estou lendo ou o desenho que tento há dias terminar. Não vou dar desculpa alguma e tampouco pedi-las. Lembro-me perfeitamente que você tem sua correria também. Que de vez em quando pensa em mim e também diz a si mesmo, mentalmente: ‘assim que chegar ligo para ela’! E, quando chega em casa, esquece completamente.


Já rimos juntos um bocado. Choramos copiosamente de alegria ou de tristeza algumas tantas vezes. Trabalhamos juntos de tempo em tempo. Nós nos abraçamos, festejamos, sofremos, sempre nos apoiando um no outro. Como não recordar das vezes em que aprontamos juntos fazendo alguma brincadeira com terceiros. Está tudo gravado no nosso livro da amizade.

Você consegue contar quantas vezes eu discordei de você, queria dar-lhe uns sopapos, mas, embora contrariada, continuei a apoiá-lo? Ou, ao contrário, quantas vezes você me disse verdades duras e ainda assim eu entendi (algumas vezes muito tempo depois) que você estava me desejando o melhor?

Para isso são os amigos. Isso é amizade.

Eu sei que algumas situações não são, nem de perto, como desejaríamos que fossem e resultam justamente ao contrário. Aprendi com a vida que as pessoas nem sempre são leais aos seus próprios valores e ensinamentos (faço um adendo – até nós, de vez em quando, pisamos na bola, não são só os outros!). Apesar de tudo, digo-lhe que o mundo continuará girando como se nada tivesse acontecido.


De qualquer forma, tenho certeza que só poderei ajudar no tanto que você me permita e se permita também. Se você quiser minha presença, damos um jeito, mudamos agenda, rotas e compromissos para conseguirmos estar juntos. Se você quiser distanciamento e necessite de solidão, faça-me saber, para eu poder respeitar sua privacidade.

Amizade é isso. É presença ausente e é ausência presente. É respeito, compreensão e atitude positiva de um para com o outro.

É passar energia para os momentos em que um de nós nem fagulha consegue ser. É, quando possível, presença presente.

Eu só falo por mim: cada um tem um seu próprio jeito de ser – ainda bem! Com minha experiência (não ouso falar ‘ idade’) o que eu posso oferecer a você é o melhor de mim. Espero que seja o suficiente.


Entretanto, amigo, quero que você tenha uma certeza: não existe tempo nem distância entre amigos queridos.

Finalizando, só para que você saiba: Eu estarei aqui para você, caso precise.

Sinta-se abraçado.

Namastê!”


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Direitos autorais da imagem de capa: hetmanstock / 123RF Imagens

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