Comportamento

Casal adota recém-nascida com HIV, que já tinha sido recusada por 10 famílias: “Era nosso anjo!”

Mesmo sendo soropositiva, o casal não hesitou em adotar a criança. Hoje Olívia tem uma irmã e seus pais ajudam juridicamente famílias que estão na fila da adoção!



Família é o bem maior de todos os indivíduos. Se chegamos ao mundo, foi porque propiciaram a nossa vinda até aqui, com conforto, proteção e amor. O único relacionamento que permanece ao longo da vida de todos é o familiar; amigos, na maioria das vezes, vêm e vão.

Claro, em muitos casos, algumas amizades também se perpetuam, mas é sempre diferente daquele laço sanguíneo.

Na maioria das vezes, temos embates e discussões com nossos parentes; nenhuma relação é linear, e é essa a beleza dos relacionamentos. São nossos pais, irmãos e familiares mais próximos que nos compreendem no nosso interior, sabem dos nossos erros e das nossas falhas. Por isso é tão importante valorizar o seio familiar e essas relações tão próximas.


Em alguns casos, só encontrar uma família que aceite já é difícil. Mas para Damián Pighin e Ariel Vijarra, esse não é um problema!

O casal, que mora em Rosário, na Argentina, possui uma história surpreendente de amor singelo e carinho. Sempre quis ter filhos, e a adoção seria a melhor maneira de expressar tamanha vontade de constituir uma família.

Juntos há 17 anos, Ariel e Damián foi o primeiro casal homoafetivo a se casar na província de Santa Fé. Esse protagonismo já indicava que eles não viam problema algum em ficar na vanguarda, de vez em quando, mas a única coisa que queriam era ter a capacidade de manter uma vida que a maioria das pessoas considera completa: casa, filhos, trabalho, acompanhar as conquistas das crianças. E eles foram atrás justamente disso.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@arielvijarra.


Em 2012, inscreveram-se no Cadastro Único de Aspirantes para Tutela de Adoção (Ruaga), ao descobrir que não havia impedimento para casais homoafetivos adotarem crianças, e se envolveram totalmente com a ideia da paternidade, como contaram ao Infobae.

Num primeiro momento, eles foram inscritos para adotar uma criança a partir de 5 anos de idade, mas, com o passar do tempo, nenhuma resposta chegou. Isso fez com que eles mudassem o cadastro, que passou a constar que eles aceitavam filhos de até 14 anos, com irmãos, caso tivessem.

Ariel e Damián queriam apenas ser pais, não importava a idade da criança ou como ela seria, isso não é uma opção, quando se gera um bebê, assim também não era um fator que eles acreditavam importar tanto.

No fim de 2014, eles receberam uma ligação inesperada, um juiz de Rosário perguntou se eles tinham interesse em adotar uma recém-nascida, de apenas 28 dias. Não cogitaram outra resposta: aceitaram prontamente. Nada os faria desistir daquela adoção, nem mesmo quando o juiz informou que a criança havia testado positivo para HIV, por falta de exames durante a gestação.


Dez famílias haviam se recusado a adotar a pequena criança antes deles, algumas porque acreditavam que o tratamento seria impossível de fazer, outras porque não aceitavam a doença.

Depois de encerrar a ligação, Damián conta que não conseguia parar de chorar. A única coisa que queria fazer era encontrar logo sua futura filha. O juiz perguntou se eles não queriam pensar a respeito antes de aceitar a adoção mas, para eles, não havia dúvidas quanto à escolha. Depois de concordar com todas as condições de adoção, era hora de conhecer o bebê!

Para eles, o encontro foi emocionante! Olivia, nome que deram à pequena, pesava pouco mais de 1 kg, era extremamente pequena. Damián explica que a pegou nos braços e a alimentou, a conexão foi imediata, não houve nem sequer estranhamento da recém-nascida, ela não chorou. O diretor do hospital ficou surpreso com a cena. Pouco antes deles, um casal havia ido para ver a criança, mas desistiram da ideia por não conseguir fazer com que ela parasse de chorar.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@arielvijarra.


Eles passaram os seis primeiros meses estabelecendo o vínculo pré-adoção com a criança, protocolo-padrão na Argentina. Olivia logo foi ganhando peso rapidamente e também iniciou seu tratamento para controlar o HIV. O pai, Damián, revela que ela foi uma verdadeira guerreira. Nunca chorou com as várias perfurações em suas veias, foi submetida a um tratamento com AZT para adultos, pois não tinha um tratamento pediátrico, mas aguentou forte.

Como se tudo isso não fosse aventura demais, em 2015, outro evento mudaria totalmente o curso da vida da nova família. Um médico de Córdoba entrou em contato com o casal e explicou que uma mulher queria que eles fossem pais da filha dela. Ela contou que havia lido o livro “A Busca”, escrito por Ariel, e se sensibilizou com os trechos em que ele narrava as dificuldades que teve em adotar uma criança antes de Olivia.

Em pouquíssimo tempo, a vida os presenteou com duas filhas. À mais nova, deram o nome de Victoria, que é poucos meses mais nova que Olivia. Para eles, tudo isso foi fruto de muita luta, perseverança e inquietação diante dos inúmeros “nãos” que receberam. O amor deles era maior que as negativas. Mas a história não se encerra assim.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@arielvijarra.


Pouco tempo antes de Olivia completar dois anos, um milagre foi proporcionado à pequena. Todos os exames dela deram negativo para HIV! Para eles, foi Deus quem escolheu que esse fosse o destino da pequena, uma coisa sem explicação racional, apenas espiritual. Todas essas recompensas que a vida conseguiu oferecer a eles fez com que se tornassem extremamente gratos.

Em 2019, decidiram abrir a primeira organização não governamental (ONG) no país com aconselhamento jurídico para todas as famílias que precisam de ajuda com adoção, a Acunar Familias. Eles realizam um trabalho de assistência e assessoria que ninguém nunca havia feito na Argentina.

Segundo Ariel e Damián, toda a força de vontade que possuem vem delas. O interesse e a ajuda oferecida para outras famílias é apenas uma forma que encontraram de retribuir tudo o que conseguiram!

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