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Casal consegue guarda de crianças ucranianas um dia antes dos conflitos: “Faremos tudo para levá-las para casa”

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Com os conflitos que estão tomando conta da Ucrânia, Tony e Sarah Witbrod têm de tomar medidas apressadamente para que as crianças saiam do país em segurança.

Uma nova família está passando por um pesadelo por conta dos ataques russos à Ucrânia. Tony e Sarah Witbrod estavam felicíssimos por terem conseguido a guarda dos dois filhos, duas crianças ucranianas, mas apenas um dia após a feliz notícia, o país começou a ser atingido pelas investidas violentas da Rússia.

Sarah resumiu o processo de adoção dos filhos de forma adequada e até mesmo contida. De acordo com informações da Fox News, a nova mãe disse que em pouco tempo a família passou por vários altos e baixos, como os que acontecem numa montanha-russa.

Ela disse isso enquanto estava sentada ao lado do marido Tony, na traseira de um caminhão que atravessava o interior da Ucrânia a mais de 100 km/h em uma estrada de cascalho. Tony segurava a filha de 2 anos, Juniper, e a esposa, Caius, de 14 meses. Não havia nem uma semana que eles eram, legalmente, pais das crianças, mas já tiveram de enfrentar grandes perigos juntos.

O casal já conhece muito bem o processo de adoção — sua grande família é composta por crianças de todo o mundo — e teve de enfrentar muitos obstáculos, mas nunca uma guerra entre dois países.

Enquanto as tensões entre a Rússia e a Ucrânia cresciam nas últimas semanas, a única coisa que o casal tinha em mente era passar tempo com as crianças que tentavam adotar havia meses.

De acordo com o casal, o caçula Caius estava muito quieto nos primeiros dias em que interagiram, mas logo conseguiu ficar mais confortável na presença dos pais adotivos, o que simplesmente aqueceu o coração de Sarah e Tony.

O casal voou para Odessa, na Ucrânia, para conhecer seus filhos adotivos e levá-los para casa, nos Estados Unidos. Ambos assinaram documentos que finalizaram o processo de adoção em 22 de fevereiro. Logo, eles pensavam, Caius e Juniper conheceriam sua nova casa, na cidade de Douglas (Wyoming).

Ambas as crianças têm deficiências, e os pais adotivos já estavam planejando consultas médicas para a artrogripose múltipla congênita de Caius, ou AMC, uma condição que deforma as articulações e limita sua flexibilidade.

Tony diz que tudo parecia ir muito bem com os cuidados dos dois, antes dos conflitos. Os pais estavam ansiosos para que o garotinho tivesse acesso aos cuidados e médicos que o esperavam nos EUA.

Vinte e quatro horas após a assinatura dos papéis, no entanto, a família acordou com o som de bombas sendo lançadas. Ninguém acreditou, no primeiro momento, pensando que o barulho das explosões seria proveniente de outro lugar. Mas, infelizmente, o que ouviram foi apenas o começo de vários ataques que viriam por dias.

A Rússia estava invadindo a Ucrânia.

Tony e Sarah arrumaram seus pertences, pegaram Caius e Juniper e começaram a fugir para o Oeste do país. Eles prometeram que fariam o que fosse preciso para tirar os pequenos da zona de perigo.

Alex e Yulia, um casal ucraniano que facilitou a adoção, ajudaram-nos a fugir para a Moldávia, depois para a Romênia e, por fim, para a Polônia.

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Direitos autorais: Reprodução / Arquivo pessoal

Os Witbrods atribuem a sua sobrevivência a esses amigos europeus, que acabaram por regressar a Kiev, capital da Ucrânia, para proteger o seu país.

Seus “anjos da guarda”, como eles diziam, impressionaram tanto os pais adotivos, que eles basearam os nomes do meio de seus filhos nas pessoas que os trouxeram para a segurança – Caius Alex e Juniper Yulia Witbrod. Uma homenagem para quem propiciou a eles um pouco de segurança em meio ao caos.

Os Witbrods e seus dois filhos adotivos estão atualmente seguros em Varsóvia, na Polônia, e esperam que a embaixada do seu país lhes permita levar seus filhos para os Estados Unidos o quanto antes.

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