Pessoas inspiradoras

Casal deixa o Brasil para ajudar mais de 400 crianças desnutridas e analfabetas no Senegal

O casal deixou tudo que tinha em Recife para ajudar crianças e adultos carentes no Senegal, país que fica na África.



Quando a vontade de ajudar aparece em nosso caminho, não podemos recusar. Ajudar o próximo pode ser algo para ser feito no dia a dia, com pequenas ações que tornam a vida de todos ao redor ainda melhor.

Muitos acreditam que é preciso dinheiro, tempo e disposição para auxiliar quem mais precisa, mas, às vezes, em poucos cliques, você consegue estender a mão a quem precisa.

Mas para o empresário Carlos Melo, de 39 anos, e sua esposa Débora Melo, professora de francês, também de 39 anos, a ajuda precisava ser mais complexa. Com um sonho compartilhado, eles deixaram tudo em Recife e se mudaram para o Senegal, onde querem construir uma escola, ajudando a combater a desnutrição infantil e o analfabetismo.


Além de alfabetizar as crianças, eles também querem ensinar informática e outras atividades que possam capacitar esses jovens para o futuro. Criando o Instituto Dorcas, eles pretendem valorizar os saberes locais, enaltecendo a cultura da região, mas colaborando para que todos consigam desenvolver seus potenciais, abrindo portas para o futuro.

Assim que chegaram ao país, Carlos e Débora começaram a trabalhar com a alfabetização de mulheres adultas, ajudando também com a capacitação em algumas áreas, mas perceberam que eles precisavam alfabetizar as pessoas ainda na infância. Além disso, a desnutrição afetava todos, atrapalhando o desenvolvimento, por isso, perceberam que precisavam mudar o foco.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@carlinhossenegal.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@carlinhossenegal.


Em 2017, eles deram início à construção de uma escola, e o sonho é alfabetizar e alimentar cerca de 400 crianças. Muitas pessoas ajudaram nas doações, tanto do Brasil quanto de fora, e isso possibilitou ao casal concluir o projeto, colocando o prédio de pé. Mas como muitos sabem, construir uma escola não depende apenas da estrutura, ela precisa de documentos, profissionais e comprovação que funciona para educar.

Por isso, para começar suas atividades, o Ministério da Educação senegalês precisa analisar o local para saber se oferece condições de ficar aberto por, no mínimo, um ano. Assim, começaram uma vaquinha on-line para arrecadar o valor necessário para essa parte do processo, que o casal acredita que custará R$ 90 mil.

Mesmo sem o prédio funcionando, o casal continua fazendo ações e ajudando a população local, sem descansar, aproximando-se da sua cultura, tradição e regionalismo, buscando oferecer o que tem para melhorar ainda mais a região. Apenas pela educação é possível mudar a realidade de uma comunidade e até de um país inteiro.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@carlinhossenegal.


Assim que a educação começa a produzir seus frutos, todos que um dia foram jovens estarão trabalhando em seu país, empenhando sua mão de obra e inteligência, devolvendo à sua região e aos seus antepassados e familiares tudo aquilo que eles investiram ao longo dos anos.

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