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Com menos de 15 dias de diferença, casal morre de covid-19 e deixa 3 filhos

Julianna morreu no dia 25 de março, e Ernandes Júnior no dia 7 de abril, a mulher estava grávida do terceiro filho quando foi diagnosticada com o coronavírus.



A covid-19 tem feito milhões de vítimas ao redor do mundo, deixando incontáveis famílias vivendo a dor do luto e da solidão. A morte causa angústia e tristeza, além de deixar milhares de crianças órfãs por conta de uma doença para a qual já existe vacina, e não apenas uma.

Em São Luís, no Maranhão, Julianna Mara Santos foi uma dessas vítimas. No último dia 25, a professora morreu por complicações da Covid-19, durante o parto de seu terceiro filho. Seu marido, Ernandes Júnior, faleceu poucos dias depois, em 7 de abril, pela mesma doença, deixando, em menos de 15 dias, três crianças órfãs.

O casal estava junto há 16 anos e tinha duas filhas, Alice e Maria Cecília. Grávida de Arthur, o terceiro filho, Julianna foi diagnosticada com Covid-19 e chegou a passar um mês internada em um hospital na capital do Maranhão, tratando a doença. Assim que chegou a hora do parto, o quadro de saúde da mãe se agravou por conta das complicações, e ela faleceu no domingo.


A criança não apresenta nenhum estado clínico grave. Segundo reportagem do G1, os amigos e familiares do casal se comoveram com a situação, e a escola onde Julianna trabalhava prestou uma homenagem à professora nas redes sociais.

Em nota, o Colégio Cenaza afirmou que a mãe deixou lições valiosas sobre amor, ética e amizade, sendo uma pessoa e profissional admirável, muito respeitada por toda a comunidade.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

As crianças agora estão sob os cuidados da família materna, e o estado de saúde de Arthur é estável, mas os três vão crescer sem os pais. Os amigos afirmam que a falta do casal está sendo sentida por todos, e que eles lutaram muito pela vida, mas que, agora, descansam em paz.


A comunidade escolar expressou suas condolências pela “perda irreparável”, e pediu conforto nesse momento tão difícil aos familiares e amigos. A morte de grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz em menos de 45 dias) tem crescido no Brasil.

Segundo dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking com o maior número de mortes desse tipo, enquanto que os estados de Roraima, Espírito Santo e Maranhão, possuem maior porcentagem de óbito em relação ao número total de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ligada à Covid-19.

Em alguns estados, cerca de metade das grávidas com complicações desencadeadas pelo novo coronavírus morrem sem conseguir ter acesso à UTI, como no Pará, Tocantins e Mato Grosso. A plataforma garante que os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde diariamente sejam mais fáceis de acompanhar, fazendo cruzamento de informações relevantes, como raça, idade, classe, escolaridade, região do Brasil e trimestre de gravidez.


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