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Casal que estrela campanha do Polo, da Volkswagen, registra queixa após ataques homofóbicos

Foto: Reprodução
Casal que estrela campanha do Polo da Volkswagen registra queixa após ataques homofóbicos

O casal do Paraná que estrelou a mais recente campanha do Polo, veículo da Volkswagen, registrou queixa numa delegacia de Curitiba após receber uma série de ataques homofóbicos em suas redes sociais e até ameaças.

Diego e Murillo Xavier formam um dos casais escolhidos para estrelar a propaganda da montadora sobre o novo modelo Polo e se tornaram o centro de uma polêmica nas redes sociais. Muitos criticaram a montadora por decidir escalar um casal gay para protagonizar a peça publicitária. Não faltaram xingamentos. Homofobia é um crime tão grave quanto o de racismo.

“Eu sinto medo dessas ameaças? Sim. Mas o meu compromisso com a comunidade, com a minha família e com o meus país é muito maior”, comentou Diego em uma publicação. “Infringir direitos não é liberdade de expressão, é crime. Estivemos na delegacia registrando boletim de ocorrência devidos ataques homofóbicos promovidos em rede sociais. […] Só lembrando, a cada 36 horas uma pessoa LGBTI+ faz um boletim de ocorrência no Paraná e cada 19 horas um é assinado no Brasil.”

A Volkswagen informou que está em contato com o casal e dará “todo o apoio necessário” neste momento.

Na legenda da foto postada pela Volks no último dia 6 no Twitter, no Instagram e no Facebook, em que o casal aparece abraçado diante do carro, a montadora diz: “Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo. O que já era bom ficou ainda melhor, com muito mais segurança e tecnologia. Você acessa seu veículo sem o uso de chaves, aproveita a transmissão automática de 6 velocidades e se conecta com tudo pelo VW Play”.

A publicação, explicou a montadora, faz parte de uma série de postagens sobre o tema da diversidade iniciado em junho de 2021 pela montadora. Mas uma série de comentários criticando – inclusive com ofensas e manifestações preconceituosas – e defendendo a campanha fizeram do post um dos mais comentados nas redes.

A homofobia foi equiparada ao crime de racismo em 2019, o que foi lembrado por muitos internautas que reagiram às críticas. Muitos elogiaram a iniciativa da Volks enquanto outros defenderam boicote à empresa.

Volks: Diversidade como estratégia

Em nota após a polêmica, a Volks afirmou que “a diferença enriquece e o respeito une”. A montadora disse que a promoção à diversidade e à inclusão é um dos pilares estratégicos de sua marca.

casal

Direitos autorais: Reprodução/ Instagram

“A premissa da marca é garantir um comportamento respeitoso e inclusivo, dentro e fora da empresa, com parceiros diretos ou indiretos de negócio”, diz o texto.

A Volkswagen informou que lançou uma cartilha chamada “Diversidade & Inclusão” para toda sua cadeia de fornecedores e rede de concessionárias no Brasil e desenvolve debates com seus funcionários, em todas as esferas hierárquicas.

“Acreditamos que cada pessoa, de diferentes raças, etnias, gênero, orientação sexual e idade/geração, tem experiências únicas, que somadas contribuem para fortalecer não somente a cultura da empresa, mas também o ambiente em que vivemos”, destacou em nota.

A companhia disse ainda que todos têm a “responsabilidade de continuar aprendendo para contribuir para a luta contra  qualquer forma de preconceito”.

Recentemente, a empresa postou uma imagem com um casal e bandeira LGBTQIA+ com a legenda “O amor só tem um caminho: a liberdade. O Polo foi feito para você fazer o seu destino, sem medo de ser feliz”. O post tem quase três mil curtidas e mais de 500 comentários.

Outra campanha da marca, com mais de 800 comentários, com outro casal gay também envolveu outra marca da montadora, o T-Cross.

” Quando curtimos juntos, toda aventura fica ainda melhor. O T-Cross é o seu novo crush que está sempre ON para qualquer rolê. Escolha o destino e siga o seu caminho, com muito conforto e toda a conectividade do VW Play”.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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