Casamento é para a vida toda? Até que ponto vale a pena insistir em uma relação?



Não basta que a química seja boa. Não basta que a conversa seja boa. Não basta que a amizade seja profunda. Nada disso, separadamente, sustenta uma relação saudável.

Quando conhecemos alguém, primeiro nos agradamos da aparência dele, e aqui não falo de ser bonito ou feio, afinal o que é bonito para uns pode não ser para outros. Depois de algum tempo, começamos a conhecê-lo interiormente e, alguns casos, ficamos apaixonados e sentimos a necessidade de passar mais tempo com aquela pessoa. Uns se unem, morando cada um numa casa, outros moram juntos e outros se casam.

Ali começa uma vida que, por mais que até morem em casas separadas, cria um compromisso; um laço que, se for desfeito, certamente ferirá um ou os dois, dependendo de cada situação.

Até que ponto vale a pena insistir em uma relação?

Não basta que a química seja boa. Não basta que a conversa seja boa. Não basta que a amizade seja profunda. Nada disso, separadamente, sustenta uma relação saudável.

Os seres humanos são completos. Quando nos unimos a alguém, erradamente dizemos que vamos nos completar, quando, na verdade, vamos nos suplementar. A pessoa que escolhemos será como um suplemento vitamínico que não pode nos manter de pé se não nos alimentarmos. Essa pessoa tem de nos suplementar e, quando isso não acontece ou para de acontecer, começamos a ficar com déficit emocional. Começamos a sentir falta de algo e a ter lacunas que não conseguem ser preenchidas.



Esses vazios começam a deteriorar o relacionamento a curto ou longo prazo, dependendo da importância que o preenchimento dele tem para nós.

Insistir numa relação envolve uma série de coisas que não fazem parte de um compêndio, mas são totalmente individuais. Detalhes que me incomodam podem não incomodar a você. Não há uma regra para isso. O fato é que, se existir um incômodo, ele será o responsável por desistir ou insistir.

O pensamento não é se “eu gosto disso” e o outro “gosta daquilo” e, por isso, somos incompatíveis. O pensamento é “se eu consigo contornar situações e suportar o que não pode ser contornado”. Se percebemos que se torna quase impossível a convivência em determinados momentos, a melhor solução é ir cada um para o seu lado, pois, certamente, essas lacunas vão começar a se transformar em feridas e, como um membro gangrenado, pode, aos poucos, torna-nos insensíveis a ponto de nunca mais conseguirmos nos envolver com outra pessoa.

Casamento é para a vida toda, desde que seja o suplemento que precisamos para a nossa saúde emocional. Se tira de nós a alegria, a serenidade e a paz, então estamos no lugar errado.


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