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Caso Henry: babá “mentiu descaradamente na frente da juíza”, diz pai do menino

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, afirmou serem um absurdo as contradições no depoimento da babá do filho, Thayná Oliveira Ferreira, durante a primeira audiência sobre o assassinato da criança, que aconteceu no último dia 6.



Por conta das mudanças de versões, Thayná foi indiciada por falso testemunho desde o seu segundo depoimento.

Em conversa com Edimilson Ávila para o podcast Desenrola, Rio #109, Leniel acusa a babá de apresentar uma terceira versão mentirosa sobre o caso e diz que, diante da situação, a mulher já deveria ter sido presa (ouça abaixo).

“Achei aquilo um absurdo, a terceira versão da babá, mais uma versão mentirosa, de falar que não sabia. Com possibilidade de ser presa, a mulher vai lá e fala aquele monte de mentira e continua mantendo uma versão mentirosa. É um absurdo uma pessoa fazer uma coisa dessa e não ser presa”, desabafou o pai. Leniel reclama que Thayná Oliveira não denunciou o que acontecia no apartamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.


“Uma pessoa se formando em psicologia, com toda a técnica para identificar agressões, depoimentos contraditórios, a gente viu nas mídias dela ela falando com os familiares, com o noivo, do ambiente que o meu filho estava sofrendo”, reclama. Para o pai do menino, as conversas da babá com Monique deveriam ser uma prova contundente para demonstrar a participação de culpa da babá, e levá-la a prisão.

“As trocas de mensagem dela com a Monique mostram que ela sabia de tudo, inclusive ela fala que era uma casa de malucos, que ia procurar outro lugar”, lembra. Durante a conversa, Leniel Borel afirma ainda que, se Thayná Oliveira tivesse alertado sobre as agressões que Henry sofria, hoje seu filho ainda poderia estar vivo.

“Tudo ela poderia fazer para entrar em contato comigo, e eu teria sumido com o meu filho. Quando ela fala que estava se sentindo ameaçada por Monique, a gente sabe que é o contrário. Familiares dela ainda trabalham para o Jairo. Muito difícil olhar aquela mulher e ver que não caía uma lágrima. Quase que sem nenhum remorso”, lamenta.

Direitos autorais: reprodução TV Globo.


O menino Henry Borel chegou morto a um hospital da Zona Oeste do Rio no dia 8 de março. Um mês depois, em 8 de abril, a polícia prendeu o vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros, a mãe da criança. No início das investigações, laudo do IML apontou “morte violenta”, e a polícia identificou agressões contra o menino.

Contradições da babá

Na primeira vez que falou à polícia, no dia 24 de março, Thayná disse que nunca tinha percebido nada de anormal na relação do casal com o menino. A babá também afirmou que não viu sinais de violência no corpo de Henry.

Em abril, no segundo depoimento à polícia, Thayná afirmou que Monique sabia que o filho era agredido pelo padrasto e que a mãe da criança pediu que ela mentisse à polícia. Na época, a babá disse que soube de três momentos diferentes em que Henry foi agredido. Em depoimento na audiência de instrução do caso a babá deu uma terceira versão: disse que não sabia das agressões de Jairinho, apresentando versão diferente dos dois depoimentos anteriores na delegacia.


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