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Caso Henry: “Não paro de chorar”, afirma Leniel Borel após decisão de soltar mãe da criança

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Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, criticou a decisão da Justiça do Rio de tirar do regime fechado de prisão Monique Medeiros, mãe da criança.

A juíza concedeu a liberdade para Monique Medeiros, com a condição de que a ré use tornozeleira eletrônica e não tenha contato com terceiros, exceto familiares e advogados. Entre as justificativas para atender ao pedido da defesa da mãe de Henry, a magistrada citou a segurança da detenta, que recebeu ameaças na prisão.

O advogado Hugo Novaes, que representa Monique, disse que ela sofreu prejuízos no andamento do processo em razão do interrogatório do outro réu ter sido remarcado. A defesa afirmou ter recebido a decisão com sensação de justiça e declarou que aguarda o alvará de soltura.

“Não paro de chorar! Monique é tão culpada quanto o Jairo e merece uma pena igual ou maior do que a dele. É inacreditável essa decisão”, afirmou Leniel.

Em abril de 2021, ela foi presa, acusada pela morte do próprio filho.

Muito emocionado ao telefone, Leniel já disse que vai recorrer da decisão judicial.

““Nós vamos recorrer da decisão. Respeitamos a decisão da Justiça, mas vamos recorrer com todas as forças possíveis”, pontuou.

Na mesma decisão, a juíza manteve a prisão preventiva do ex-vereador Dr. Jairinho, ex-companheiro de Monique Medeiros. Em nota, os advogados dele disseram que a decisão “significa uma vitória” para a defesa do ex-vereador, que sempre sustentou a inocência de ambos e a falta de materialidade que pudesse implicar os dois no crime. Além disso, sustentou que os mesmos argumentos utilizados para soltar Monique servem para ele.

Henry foi morto em março de 2021, quando estava na casa em que vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o pai, o ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, o Doutor Jairinho.

Morte em 2021

Henry de 4 anos morreu no dia 8 de março de 2021 e, de acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi vítima de torturas realizadas pelo então vereador Dr. Jairinho. Monique também responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.

Monique e Jairinho foram presos em abril do ano passado. O convívio entre presas com as quais Monique dividiu a cela no Complexo Penitenciário de Gericinó, revelou à gestão da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) uma série de denúncias de episódios de violência, acusações e ameaças pelas detentas.

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