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Caso MC Kevin: em novos depoimentos, amigos do cantor contrariam versão apresentada por modelo fitness

Os funkeiros Victor Elias Fontenelle, o MC VK, e Jhonatas Augusto Cruz, amigos de Kevin Nascimento Bueno, o MC Kevin, reafirmaram não ter havido brincadeiras e insinuações sobre a chegada da mulher do cantor, Deolane Bezerra, ao quarto 502 de um hotel na orla da Zona Oeste do Rio tampouco discussão sobre o programa sexual que ele fazia com Bianca Dominguez naquele momento.


Os novos depoimentos prestados pelos rapazes à Polícia Civil do Rio contrariam a versão apresentada pela modelo fitness, que alega agora que o desentendimento teria motivado o cantor a passar as pernas pelo parapeito, vindo a cair de uma altura de aproximadamente 18 metros.

Nos termos de declarações da 16ª DP (Barra da Tijuca), aos quais O GLOBO teve acesso com exclusividade, Victor e Jhonatas contam estarem com Kevin e outros amigos no Kiosque Carioca, na altura do Posto 7, em frente ao hotel onde se hospedavam, bebendo e fumando maconha, na tarde de 16 de maio, quando viram Bianca.

Eles disseram não saber que ela era garota de programa e então o funkeiro lhe ofereceu um “presentinho”. Minutos depois, VK e a modelo deixaram a praia em direção a suíte 502, tendo o cantor e seu segurança os acompanhado logo depois.

Já no apartamento, Bianca teria iniciado a prática de sexo oral nos dois amigos quando Jhonatas entrou com o intuito de participar do ato, segundo ele. Victor e Bianca teriam pedido para ele sair e Kevin, solicitado que o jovem buscasse uma camisinha. O rapaz, dizendo não lembrar se comprou ou se recebeu o preservativo, diz ter retornado ao quarto e o entregue ao funkeiro.

Jhonatas contou ter ido para o banheiro, batido a porta e ligado o chuveiro, de modo a disfarçar e chamar a atenção de Bianca, “pois iria insistir para participar do sexo grupal”. Ele então narrou ter ido em seguida para a varanda e, sem ser notado, se escondido atrás da cortina. Ao cobrir uma faixa de luz que entrava do prédio vizinho, Kevin teria percebido a presença do amigo e, mais uma vez, pedido que se retirasse da suíte, pois a modelo não “queria” ele ali.
O funkeiro conta só ter tido conhecimento que Bianca era garota de programa naquele momento e retornado então ao quiosque, onde permaneciam seus demais amigos. Ao ser informado pela namorada de um deles que Deolane havia acordado e procurado por Kevin, outro rapaz envia mensagem a VK sobre o assunto. Jhonatas negou que alguém tenha ido até o apartamento alertar o cantor sobre isso e afirmou que a modelo “quer mídia” ao apresentar uma nova versão sobre os fatos, já que não tem “engajamento” em sua “conta verificada” de Instagram.

Também em depoimento, Victor relatou que, após a entrega da camisinha de Jhonatas a Kevin, foi ao banheiro e, no cômodo, pegou o telefone celular para checar algumas mensagens. Ele leu então um dos textos de um dos amigos que falava sobre a busca de Deolane por Kevin. O rapaz contou ter dado o recado para o funkeiro, que, em suas palavras, “não esboçou nenhuma reação”.
Victor narrou ainda que, após praticar sexo com Bianca, Kevin a levou pelo braço para a varanda, dizendo: “Vem cá, meu bebê. Vou te dar uma amassada”. Ele então teria ido tomar banho e, ao retornar, viu um “vulto” na sacada e, logo depois, o funkeiro caindo.

O rapaz disse que a modelo não esboçou nenhuma reação e permaneceu imóvel, tendo ele descido rapidamente em busca de socorro.

Kevin sofreu 23 fraturas, além de hemorragia na cabeça, perfuração no pulmão e rompimento do fígado. A causa da morte do artista no laudo do Instituto Médico Legal (IML) é descrita como traumatismo crânio encefálico, provocado por ação contundente. Já o documento produzido por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) concluiu que a queda do cantor “teve como causa aparente um acidente”, que causou a morte do funkeiro, não havendo no quarto 502 indícios de “briga” ou “ações violentas”.

Atual responsável pelo inquérito, o delegado Leandro Gontijo de Siqueira Alves, titular da 16ª DP, compara as mensagens, fotos e vídeos extraídos de três celulares apreendidos com Victor, Jhonatas e Bianca com as versões apresentadas pelos três na delegacia. O objetivo é analisar os dados contidos em aplicativos, redes sociais e mídias dos aparelhos para esclarecer “aparentes contradições” nos depoimentos prestados pelas testemunhas e encerrar as investigações do caso.

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