O que chamamos de “Amor”

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O que chamamos de “amor” é uma combinação de avidez e medo, isto é, desejo de ter mais e medo de perder. Portanto, o que chamamos de “amor” deve ser IGNORÂNCIA.



O verdadeiro amor deve estar infinitamente acima de nossa compreensão, deve ser algo tremendo, o completo esquecimento do Eu, a perda da individualidade na Unidade, a absorção da personalidade pelo Todo.

Assim, parece que o amor é o verdadeiro oposto do Eu.

Quando compreendermos estas palavras, então compreenderemos os ensinamentos de Cristo, que deixarão de ser parábolas. Desse modo, o amor parece ser o serviço combinado com a sabedoria.


Chamamos de amor aquilo que uma pessoa nos dá, porque satisfez nosso desejo ávido por receber mais. Chamamos de ódio àquele sentimento que temos sempre que alguém nos tira algo, por causa do medo da perda.

Quando percebermos que na Terra não temos nada a perder e tudo a ganhar, não conheceremos o ódio no sentido apropriado da palavra, seremos capazes de “amar nossos inimigos”.

O verdadeiro amor de Deus ou de nossos companheiros parece ser o de servir sem recompensas.


Provavelmente o mais próximo do que conhecemos como amor é o amor pelo inatingível, pelo pôr-do-sol, pelas noites estreladas, pela música e a beleza das montanhas e prados.

No âmago de nossos corações precisamos saber que nossos inimigos são aqueles que nos abrem caminhos, porque, ao fazerem isso, constroem um elo quase impossível de quebrar e devemos agradecer-lhes quando se nos opõem.

Qualquer pessoa sobre a qual podemos impor nossa vontade, controle ou poder é um perigo para nossa liberdade. Não importa se nossa influência é devida ao amor, ao poder, ao medo ou ao que quer que seja. Nossas almas devem agradecer a todos aqueles que se recusam a ser nossos servos, uma vez que a servidão rouba deles e de nós a nossa individualidade.

Dr. Edward Bach

(Escrito em 13 de dezembro de 1933, em Cromer, Norfolk)

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