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Chega de satisfazermos os outros. Satisfaçamos as vontades do nosso coração!

Recordei agora de algo que me ocorreu semana passada e me fez refletir bastante estes últimos dias. Um grande amigo me procurou para conversarmos sobre suas reais aflições no que diz respeito à carreira profissional.



Ele já passou dos quarenta anos. Mesmo sendo concursado público federal, detesta seu trabalho. Extremamente tolerante com tudo e com todos que o cerca, vem se anulando há anos para agradar aos que ama. Bem… Eu diria que ele está naquela fase chamada de “metanóia”. Ou seja, de mudanças drásticas de pensamentos a ponto de fazê-lo ter coragem para uma tomada de decisão limítrofe entre abandonar o velho homem em si e acolher o novo homem em meio ao tic-tac ameaçador do tempo que lhe resta.  

Satisfaçamos as vontades do nosso coração que tanto pulsa pelos nossos sonhos, por nossas vidas!

Não é fácil. Sim… Eu sei que não é! Mas é necessário mudarmos para galgar um novo modo de viver. Um modo de viver em plenitude… De estarmos bem consigo mesmos… Matando aquelas chatas e confusas inquietações. Ameaças sempre existirão. Inclusive, esse referido amigo correu o risco escolhendo ser um servidor público. E não obstante, o temporal da insatisfação invadiu seu coração. Contraditório não? Pois, tantos buscam a estabilidade com um cargo público – como eu mesma persisto – e ainda assim, para alguns, a instabilidade emocional permanece. Impressionante!  

Alinhavando mais alguns retalhos de pensamentos, lembrei-me de um estudo publicado em 1954 denominado de hierarquia das necessidades de Abraham Maslow – a famosa pirâmide de Maslow. Inclusive muito presente na gestão de pessoas em empresas focadas na motivação humana. Pois os grandes gerentes perceberam que a força de sua empresa não sobrevém do processo laboral maçante e sim do holos humano envolvido no ambiente e na produção.  


O psicólogo Maslow afirmou que o homem é motivado por necessidades. E sua teoria foi apresentada graficamente por uma pirâmide trazendo os cinco níveis de necessidades a serem alcançados. Segundo ele, os níveis mais baixos, chamados de básicos, precisam ser satisfeitos para chegar a um nível mais acima até atingir o topo – o da auto realização.

Subindo aos poucos os degraus dessa pirâmide, apresentar-lhes-ei brevemente seus respectivos níveis: 
 
1. NECESSIDADE FISIOLÓGICA 
É a mais básica. É a base da pirâmide – água, comida, sono, sexo. Se não for satisfeita, a homeostase é perdida surgindo impaciência, irritação.  


2. NECESSIDADE DE SEGURANÇA  
É o segundo nível da pirâmide – abrigo, emprego. Envolve o desejo de sentir-se seguro diante do mundo desordenado. 



3. NECESSIDADE SOCIAL E DE AMOR  
É a necessidade de ser amado e aceito pelos outros.  


4. NECESSIDADE DE AUTOESTIMA 
Representa a aceitação de suas próprias capacidades e o reconhecimento destas pelos outros.  


5. NECESSIDADE DE AUTO REALIZAÇÃO 
É o topo da pirâmide. Inclui ser o que somos verdadeiramente. É potencializar nossas capacidades através do desenvolvimento de inatos dons. É ressignificar a vida com uma nova concepção mais espiritual, dinâmica e positiva.  

Após expor essa minha colcha de raciocínios e em meio ao intenso roer de unhas do meu amigo, atrevi-me a completar a pirâmide de Maslow. Para mim, faltou algo tão premente quanto às necessidades fisiológicas – sinto muitíssimo Maslow por isso (Risos): a abertura do coração! Viver pelo coração! Pois é o nosso centro! É o que de fato nos permite autoconhecimento e contato maior com o nosso lado mais humano, instigando-nos a buscar coragem para obter o que mais almejamos. E assim, sentindo-nos completos… Cheios!  

Podemos até pular alguns degraus, como meu amigo e tantos outros perpassaram. Mas será que eles chegaram mesmo ao topo da pirâmide? Ou foi apenas um sonho? Estes foram os questionamentos que lhe fiz. Com seu anfitrião silêncio, senti também a presença do medo presidindo sua “mesa” vida. E diante de seu olhar baixo e pensativo, expliquei enfaticamente dizendo que nada é garantido… Nada é absoluto… Tudo é instável. E esta mutabilidade existencial é compreensível, pois somente ela nos lapida para um possível autodescobrimento, expandindo a consciência, aflorando a espiritualidade e destrancando o coração.

A partir daí, não seremos mais um fragmento do universo, mas sim o próprio universo. Pois somos um todo conectado à energia cósmica através do nosso ilimitado coração. 

Chega de satisfazermos os outros. Satisfaçamos as vontades do nosso coração que tanto pulsa pelos nossos sonhos, por nossas vidas!  

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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