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Ciclos se abrem… Ciclos se fecham….

CICLOS

O amor é uma energia fluídica, em constante movimento… Só tem razão de ser, quando o dar e receber está em sinergia, e não é a menção de que devemos devolver exatamente o que recebemos, não, a dádiva maior do amor é dar sem nada esperar. Mas quando a sinergia acontece, acaba por ser uma troca mútua, de duas pessoas que dão, incansavelmente, sem nada esperar e ambas recebem do relacionamento o benefício, a plenitude, a alegria e a satisfação que isso pode proporcionar…



E amar não é ficar sob o egocentrismo de um eu individualista, que apenas quer viver seus anseios e suas vontades, como se o outro não existisse, ausentando quando lhe convém, procurando quando conveniente é, fazendo com que o outro seja uma válvula de escape a seus momentos de vazio, quando no meio não encontra nada que possa substituir o abraço ou o calor da presença que o amor pode dar.

Amar, longe disso é… Amar é uma troca contínua, sem interrupção, onde o silêncio e necessidade de estar sozinho até pode existir, mas um silêncio com palavras prévias, com o respeito de pedir para que longe momentamente fiquem, até resolver os conflitos internos da alma, que exige que nos fechemos na concha de nós mesmos…

AMOR ROMANTICO 02 1


Amar é uma sintonia de duas energias que resolvem se juntar para que possam ser espelhos um do outro e evoluírem em conjunto, aceitando todos os apontamentos daquilo que em nossa alma precisa de evolução e aprimoramento, aceitando que as diferenças fazem parte e necessárias são para proporcionar crescimento. Mas quando as diferenças transgridem o respeito, que é o pilar e a base de sustentação do amor, aceitar não é compreensão, é permissividade, com supressão do amor próprio…

E tudo isso, são os desencontros da vida, que por vezes, faz-nos conhecer em algums momentos alguns seres que ainda não estão prontos para amar, porque para amar é necessário estar de encontro de si mesmo, não para que possam viver uma vida perfeita sem necessidade de evolução, mas para que juntos possam viver o perfeito da vida em constante crescimento. Tendo o respeito, a verdade, a transparência e o assumir de suas fraquezas como a máxima do relacionamento, construindo um pilar inabalável de crescimento mútuo, a dois, contínuo, para que assim, unidos pela força possam transpor todas as dificuldades do caminho, de um mundo em constante movimento que abriga muitas almas em busca de evolução…

Não há nada mais triste do que assistir pessoas em inércia evolutiva, negando para si mesmo suas fraquezas, afirmando o tempo todo que não quer fazer o outro sofrer, mas assumindo majoritariamente atitudes que fazem, porque negam e contestam suas próprias ações desarmônicas, egoístas, voltadas predominantemente ao seu bem estar, como se sua forma de viver e por si escolhida, fosse uma forma de liberdade, mas liberdade mesmo, é viver com paz na consciência pela vivencia da verdade para si e para o próximo.

Liberdade é poder ir e sentir vontade de ficar, é poder viver muitas coisas e não sentir vontade porque tem tudo no seu lugar com quem está, sem necessidade de novas experiências. Mas sentir a vida dessa maneira só é permitido a quem está em constante equilíbrio consigo mesmo, em sintonia com a sua alma, em sinergia com o seu eu, em perfeita noção da dimensão de tudo o que engloba a vida, e do profundo amor próprio, capaz de nos fazer olhar o mundo com olhos de amor e da alma, que nos permite sermos verdadeiros a nós mesmos, ao ponto de nos apontar continuamente o que precisamos melhorar e lapidar na alma que habita o nosso “Ser”…


E nos relacionamentos da vida, em ciclos que se fecham, talvez inserido esteja o fim de um capítulo que poderia ter sido mais extenso, com mais harmonia, com mais crescimento, com mais transparência. E que muitas vezes, os envolvidos nestes ciclos que se fecharam apenas se dão conta de tudo o que poderia ser e não foi pela sua própria inércia durante este viver em momentos futuros, não enquanto vivem, quando descobrem que o ciclo não deveria ter sido interrompido, que deveria ter sido apenas vivido de outra forma.

Porém infelizmente este estágio de consciência geralmente só acontece quando após o fechar do ciclo a página já está virada sem oportunidade de regresso, pela soma de dores contínuas, que depositadas foram pela própria inaptidão de fazer diferente, numa posição cega, que não nos permite enxergar o que diferente poderíamos fazer no momento que estamos a viver…

CICLOS

Felizes daqueles que já estão de encontro consigo mesmo, estes podem viver a verdadeira liberdade no amor, porque já estão aptos a viver a vida com toda liberdade que ela pode proporcionar, que é liberdade da alma, que não permite apegos, apenas a completude e o bem estar de viver a vida com toda a intensidade permitida, dando tudo o que pode ofertar, sem nada esperar… Apenas sentido a verdadeira plenitude que só o amor envolto pelo respeito e pela verdade é capaz de proporcionar…


A dor vai passar e você será livre para amar quem vale a pena!

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