Comportamento

Incêndio em prédio do Instituto Serum, fabricante de vacinas contra covid-19, na Índia, deixa 5 mortos

incendio em predio do Instituto Serum fabricante de vacinas contra Covid 19 na India deixa 5 mortos

A empresa fabrica vacinas com tecnologia da farmacêutica AstraZeneca e da Universidade de Oxford. Foram pelo menos 5 mortos.



Na última quinta-feira (21), um dos edifícios do Instituto Serum, empresa indiana considerada o maior fabricante de vacinas do planeta, foi protagonista de um incêndio. Segundo o G1, a empresa produz em média 1,5 bilhão de doses contra doenças como poliomielite e caxumba, e cerca de 6 em cada 10 crianças no mundo recebe pelo menos uma vacina fabricada por eles.

O Instituto Serum também está responsável pela produção de vacinas contra covid-19 desenvolvidas pela AstraZeneca e Universidade de Oxford, e começará a produzir as da norte-americana Novavax.

Segundo reportado pelo Times of India, pelo menos cinco pessoas morreram no incidente, e provavelmente se trata de trabalhadores da construção civil, que se encontravam no prédio.


A causa do incêndio ainda não foi identificada, mas o prefeito da cidade de Pune, Murlidhar Mohol, disse que acredita que o fogo tenha se iniciado por conta de uma soldagem. Os bombeiros disseram que enviaram pelo menos cinco caminhões-pipa para controlar o fogo.

No entanto, as vacinas não foram afetadas, apesar de o incêndio ter tido proporções consideráveis.
Segundo o diretor-executivo da empresa, Adar Poonawalla, a unidade da empresa atingida pelo incêndio produz vacinas apenas contra o rotavírus, cuja perda é de aproximadamente 40% do volume de doses.

O Times of India afirmou que a indústria responsável pela produção das doses contra a covid-19 está segura.


O Brasil estava aguardando a liberação da exportação das vacinas AstraZeneca e Oxford da Índia para o Brasil, que estava sendo adiada por conta de uma questão diplomática que surgiu entre os dois governos há cerca de três meses.

Na ocasião, África do Sul e Índia pediram ao Conselho de Propriedade Intelectual da Organização Mundial do Comércio que suspendesse direitos de patentes de insumos e equipamentos médicos para combater a covid-19, até que a maioria da população mundial estivesse vacinada.

Os representantes brasileiros se manifestaram contra o pedido, afirmando que não se convenceram de que a suspensão desses direitos garantiria mais acesso aos produtos e ainda poderia “prejudicar os esforços” para produção das soluções de que os países precisavam.

No entanto, no dia 21, o país liberou a exportação da vacina de Oxford para o Brasil, com previsão de chegada de 2 milhões de doses no final da tarde de sexta-feira (22).


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Direitos autorais da imagem de capa: Depositphotos.


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