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Clarice me faz perceber que escrever, além de uma necessidade, é um mergulho em si mesmo…

Ler Clarice não me traz inspiração apenas. É mais que isso.



Ela me faz perceber que escrever, além de uma necessidade, é um mergulho em si mesmo; no abismo que cada um é.

Que a simplicidade não tem forma. Que a palavra é livre e instrumento desse mistério quase inalcançável.

Só quem é livre sabe o que é a dúvida que permeia a mente de quem escreve. E Clarice fala disso: do que não se pode explicar.


Clarice liberta e prende. Ao mesmo tempo em que explica, me confunde toda. Mas somente ela me faz sonhar com os pés no chão.

É a ela que dedico meu escrever sem técnica, minha palavra às vezes desconexa. E é através dela que percebo o segredo por trás desse medo de escrever e mais ainda, o pavor de parar.

É quando leio Clarice que entendo que quem escreve não pode entender de satisfação, porque essa não há na alma de quem precisa escrever para respirar.

E assim, cheios de insatisfação e segredos somos. Clarice, eu e cada um que tem dentro de si um abismo sem fim.


Porque como ela mesma disse, não é questão de entender.

Obrigada Clarice por me deixar inquieta e confusa. Pois no dia em que eu entender tudo isso, vou parar de escrever.

Por quê? Porque estarei satisfeita e não haverá mais mistério.


Quem perdeu foi quem te deixou!

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