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Codependência: quando o cuidado com a vida do outro pode levar ao adoecimento

Em geral, os codependentes vivem sobre forte estresse e adotam um comportamento vigilante em tempo integral.



O que é codependência? De acordo com o Codependentes Anônimos (Coda), codependência é um termo da área de saúde usado para se referir a pessoas fortemente ligadas emocionalmente a alguém com séria dependência física e/ou psicológica de uma substância, como álcool ou drogas ilícitas, ou com comportamento problemático e destrutivo, como jogo patológico ou transtorno de personalidade.

Originalmente, essa palavra era utilizada para descrever pessoas que se relacionavam com dependentes químicos. Esse conceito ainda está em construção e, ao longo do tempo, percebeu-se que o comportamento codependente está presente em uma esfera muito mais ampla do que se pensava.

Em geral, para pessoas com comportamento codependente, o papel de salvador é bem familiar, pois muitas viveram, na infância, em lares disfuncionais, aprendendo desde cedo a cuidar em vez de serem cuidadas. Apresentam dificuldade em se relacionar e criar vínculos, sentem-se com baixa autoestima e pouco senso de merecimento.


Apresentam muita dificuldade de dar conta da própria vida, cuidar de si mesmas e lidar com suas emoções. Como estratégias de defesa, para fugir do pavor de fazerem contato com a grande dor que sentem, acabam colocando-se como cuidadoras, retirando-se da própria vida para dar conta da vida do outro. Dessa forma, encontram a segurança de um lugar conhecido e habitado desde a infância. É como se, toda vez que entrassem em um relacionamento, arrumassem um emprego em tempo integral: controlar e cuidar da vida do outro.

Em geral, os codependentes vivem sobre forte estresse e adotam um comportamento vigilante em tempo integral.

Sentem-se responsáveis até pelo destino da outra pessoa, o que lhes traz grandes doses de sofrimento, chegando inclusive ao adoecimento físico e emocional.

É como se, na codependência, houvesse um contrato silencioso entre os dois parceiros, em que o codependente doa mais e se compromete a cuidar, compreender, ajudar e principalmente controlar os caminhos que o outro deve seguir. Em contrapartida, exige que o parceiro lhe devolva obediência e gratidão. Porém, quando isso não acontece, abre-se um grande portal repleto de raiva, ressentimentos e vitimização, pois sente-se abusado, impotente, arrependido e negligenciado.


A responsabilidade pelo sofrimento do codependente está sempre no outro. Os outros o levam à loucura, fazem-no adoecer, estressam-no e, enquanto mantém toda responsabilidade no outro, permanece em um lugar infantil e desempoderado, que dificulta fazer contato com a autorresponsabilidade que o conduziria à porta de saída para essa dinâmica relacional destrutiva.

Em geral, codependentes sabotam relacionamentos em que poderiam ser olhados, validados, cuidados e em que possam existir trocas saudáveis, apresentando dificuldade em se colocar em um bom lugar nas relações. Em muitos casos, escolhem aliarem-se a pessoas instáveis emocionalmente e permanecerem no conhecido lugar de mais doar do que receber.

A codependência continua sendo estudada e pesquisada, mas é fato que não passa despercebida. Ela pode trazer grande sofrimento aos envolvidos e, para ser tratada, tem como primeiros passos a identificação e a conscientização de que há um problema e, posteriormente, a busca de ajuda profissional e grupos de apoio é algo que também pode ajudar na recuperação.

Se você se reconhece neste texto, peça ajuda e cuide de você, acredite que é possível viver e amar com mais saúde.

 

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