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As coisas que deixei passar e as pedras que me deixei soltar

Quando nos damos conta da relatividade do tempo, percebemos que não somos quase nada em termos de Absoluto com relação à Toda a Vida – aliás, somos apenas uma Vida componente de um Todo Absoluto. Vida Absoluta que é abundante nas coisas que são passíveis a acontecer.



Hoje, para o meu melhor e em respeito a mim mesmo, decidi mudar. Decidi ser diferente.
Decidi arranjar o compromisso, comigo mesmo, em abranger a consciência.

Então, eu decidi abandonar. Tudo. Tudo o que me fazia mal:

Dar vazão à razão e esquecer dos meus sentimentos me fazia mal;
Comer mais do que devia me fazia mal;
Conviver com pessoas estressadas e de baixo astral me fazia mal;
Não prestar atenção no meu corpo me fazia mal;
Esquecer de velar pela minha saúde e cair no sedentarismo me fazia mal;
Não ter um plano de metas me fazia mal;
Chamar a atenção dos outros me fazia mal;
Não conviver com quem realmente valoriza minha companhia me fazia mal;
Ter medo do futuro e alimentar ansiedade me fazia mal;
Não assumir minha realidade me fazia mal;
Dormir pouco me fazia mal;
O rancor me fazia mal;
Me subestimar me fazia mal;
Não ser livre me fazia mal;


Confundir Responsabilidade com Obrigação me fazia mal;
Não agradecer à Vida por estar Vivo em mais um dia me fazia mal.
Não precisava muito.
Apenas uma postura. Um gesto diante da Vida. Um pequeno facho de luz dentro de mim era suficiente para clarear o meu Ser de verdade – Ser que estava emergido na escuridão.

Hoje, deixei de querer que a razão controlasse os meus sentimentos e isso me faz inteligente;
Passei a selecionar meus alimentos para sentir prazer em sentir o gosto da comida e isso me faz saudável;
Melhorei meu estado de humor e agora me faço distinto;
Olho-me com carinho e admiração diante do espelho, e isso me faz despertar Amor Próprio;

Voltei a caminhar, correr e praticar esportes, e isso me faz me surpreender do que o corpo humano é capaz de suportar e superar.
Coloquei foco e objetivo na minha Vida, e isso me faz atingir tudo o que quero;
Descobri que bastava ser eu mesmo, nem mais e nem menos, e isso me faz alguém muito popular e afortunado de amizades verdadeiras;
Comecei a criar empatia pelas pessoas da minha família, e isso me faz mais unido com cada um deles através do meu abraço;
Deixei o passado passar, e isso me faz entusiasmado e corajoso com o futuro;


Observei tudo em minha volta e, analisando bem, vi que, tudo o que preciso, a Vida dispõe de modo fácil em minha frente, e isso me faz sentir-me abençoado;
Comecei a otimizar cada minuto do meu dia, e isso me faz deitar a cabeça no travesseiro com a sensação de dever cumprido;
Por mais duro que fosse, permiti com que as pessoas que quisessem fossem embora da minha Vida. Isso me faz mais forte e mais terno, pelo fato de conseguir tirar pessoas do meu caminho sem tirá-las do meu coração.

Quando o caminhão do lixo passou na porta da minha casa, coloquei as lembranças de quantas vezes me senti uma “vítima da vida” dentro de um saco e mandei embora. Senti-me aliviado;
Comecei a fazer tudo o que creio ser importante e prioritário para minha realização pessoal, e isso me faz livre e com um poder enorme sobre mim mesmo em minhas mãos;
Aceitei dar passos importantes na minha vida sem me massacrar, e isso me faz ser maduro, além de ter organização por mim e em mim mesmo;

Passei a ser grato, de modo desinteressado, a tudo e a todos que cruzam meu caminho todos os dias, e isso me faz ser presenteado, pelo Universo, sempre com o Melhor;
Sempre. Com o Melhor. Pois é o Nosso Melhor quem nos protege. Por toda vida. Por todo tempo. Por toda vivência, em algum lugar, em algum momento. Durante toda eternidade.

Sigo, nessa longa estrada, deixando pedras. E quando deixo pedras, sinto-me mais leve. E quando estou seguindo e vejo pedras que não lancei, sei que alguém já passou por ali e já lançou as suas pedras. Não as recolho. Passo por cima, desvio.

Afinal, se tem pedras no caminho é porque, lá na frente, alguém já passou pelo que estou passando. Já sentiu o que sinto. Já viveu o que vivo. E se esse alguém já superou esse percurso, eu também supero. Todos nós superamos.

Abdique de suas pedras. Seja leve. Olhe para frente. Deixe o passado passar.
Que cada pedra atirada seja a consciência de nossa caminhada, até aqui, para chegarmos a ser quem conseguimos ser hoje.
Pedras não são problemas no meio do caminho, mas são estímulos para não ficarmos, justamente, no meio dele.
Então, continuemos…

Na promessa de que, todas as vezes que eu ver pedras no meu caminho, me lembrarei que elas já podem ter pertencido a algum de vocês. E se vocês verem pedras no caminho, por favor, lembrem-se de mim, também.

Boa caminhada!

Um forte abraço!

Por Olavo Américo

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