Comportamento

Demitido por brincadeira que viralizou, coletor de lixo recebe apoio das redes sociais

Foto: Reprodução
Coletor de lixo demitido após vídeo viralizar ganha apoio de internautas

O caso aconteceu em Botucatu, no interior de São Paulo, e Vitor Henrique chegou a declarar que se sentia injustiçado pela demissão.

Se as redes sociais já tinham um espaço grande na vida da população mundial há cerca de uma década, essa preferência acabou ganhando ainda mais espaço nos últimos anos, com ênfase para o isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus.

Junto com essa alta no número de internautas, a web ainda viu outras plataformas nascerem e ganharem espaço, como o TikTok, por exemplo.

A rede social se tornou queridinha entre o público mais jovem, e tem revolucionado a forma de contar histórias e de viralizar conteúdos, que podem ir desde dublagens engraçadas a críticas sociais, exigindo apenas uma capacidade de sintetizar longas histórias ou piadas em poucos segundos.

Recentemente, a história de Vitor Henrique Celestino, de 30 anos, foi uma que caiu na internet e viralizou de maneira monumental.

Tudo começou com uma brincadeira durante o expediente, e o vídeo que era para ser engraçado, acabou se transformando na principal causa que levou à demissão do coletor de lixo de Botucatu, no interior de São Paulo. Vitor foi filmado fingindo escoltar os colegas de profissão enquanto eles desciam do caminhão e recolhiam os resíduos da população, mas sua conduta foi vista pela empresa como uma forma de colocar em risco sua integridade física e a dos demais funcionários.

“As imagens, feitas durante o expediente, simulam uma prática de crime e atividade ilegal com a qual a empresa não compactua e rejeita veementemente”, reforçou em nota. Vitor teria violado as regras de segurança laboral, descumprindo as instruções de trabalho, além de aparecer em uma filmagem indevida no horário de expediente, o que violaria o nono artigo do Grupo Corpus, empresa que presta serviço de coleta de resíduos na cidade.

Depois de ficar desempregado cerca de três semanas por conta das imagens, ele usou sua voz para falar abertamente sobre as dificuldades que passaria com o desemprego. Segundo reportagem do G1, ele é pai de cinco crianças pequenas, sendo o mais novo de apenas quatro meses. A esposa ainda está de licença-maternidade do trabalho de zeladora, mas em poucas semanas também retorna ao trabalho presencial.

Nas redes sociais, os internautas demonstraram apoio a Vitor, reforçando que o comportamento do coletor foi apenas uma brincadeira, e que ele tentava divertir a equipe em dia pesado de trabalho, o que não deveria configurar demissão. Outros usuários concordaram em partes com as medidas, mas acharam o encerramento do caso exagerado, já que ele poderia ter recebido uma advertência ou um comunicado da empresa, alertando para o comportamento em desacordo com o regimento interno.

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Direitos autorais: Reprodução/ arquivo pessoal

Alguns se organizaram para abrir uma vaquinha online para Vitor e sua família, com o intuito de arrecadar R$ 30 mil para que ele pudesse abrir o próprio negócio. Ele explicou que durante muitos anos trabalhou como chapeiro em lanchonetes, e que um de seus maiores sonhos era dar início a um trailer de comida, que poderia não apenas ajudar com a renda da família, mas também realizar um desejo.

Comportamento de Vitor

Os colegas de profissão chegaram a explicar que a brincadeira de Vitor era apenas algo que alegrava o dia de todos os funcionários, e que não deveria ser encarado como algo prejudicial para a integridade da empresa e saúde dos funcionários. Na ocasião, ele explica que estava apenas fingindo que o caminhão de lixo era um carro-forte e que as sacolas com os resíduos eram sacos de dinheiro, como se ele fosse o responsável por escoltar o automóvel.

Vitor explicou que recebeu um comunicado de suspensão no dia 22 e que, logo em seguida, acabou sendo mandado embora. A repercussão da publicação acabou assustando a empresa, que com medo do “cancelamento” e das críticas, preferiu agir de maneira antecipada. Se esquecendo apenas de analisar o cenário de maneira ampla, muitos defendem que a medida foi exagerada.

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