Colunista espanhol sugere Nobel da Paz para bombeiros de Brumadinho



“Bombeiros fizeram de suas mãos, mergulhadas na lama mortal, um instrumento de paz e de esperança de poder encontrar vida”, disse o colunista Juan Arias, do El Pais.

Uma pergunta nobre e um prêmio digno do merecimento dos nossos herois de Brumadinho:

“Por que não dar o Nobel da Paz este ano aos bombeiros de Brumadinho que conquistaram simpatia e admiração dentro e fora do país com seu exemplo de abnegação?”, indagou o colunista espanhol Juan Arias, do jornal El Pais. 

“Foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e de todos. Tínhamos experimentado, de fato, primeiro em Mariana e agora em Brumadinho, que o lucro selvagem das empresas em conivência com os políticos acaba engendrando esses novos campos de extermínio ambiental e humano”, argumenta o colunista.

Ele prossegue dizendo que o trabalho dos militares na cidade da Grande BH fecha a semana com o alarmante número de 100 mortos pela onda de rejeitos de mineração.

“Milhões de brasileiros, de fato, se identificaram, sem diferenças políticas, em um movimento de solidariedade com os bombeiros salva-vidas que conseguiram criar um clima de alento em um contexto de polarização asfixiante. Os bombeiros conseguiram o milagre de unificar por um instante um país quase em guerra”, diz Arias.

“Se conceder ao Brasil o Nobel da Paz, não poderia ser neste momento a um político. A política não é, certamente, o que hoje entusiasma os brasileiros céticos de um lado e do outro. A política, com todas as suas corrupções e ambiguidades, não é no Brasil um catalisador de esperanças”.



“O que o país precisa é acreditar que ainda é possível encontrar pessoas comuns e anônimas capazes de oferecer um exemplo de abnegação e de luta!, conclui.”

Todo o nosso respeito, gratidão e admiração aos nossos heróis, que no cumprimento honroso de sua missão, oferecem com todo amor tudo o que o mundo mais necessita: empatia.



Fotos: Gladyston Rodrigues (capa) e Matheus Parreira





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.