Muitas relações se desfazem num piscar de olhos em consequência de não interpretarmos ao próximo como deveríamos. Da mesma forma, confusões se criam desnecessariamente por aquilo que é lido nas entrelinhas, mas que, nem sempre, reflete a exatidão do que se pretendeu transmitir. Num mundo de tantos mal-entendidos, ponderação é fundamental! Talvez, um dos grandes […]
Muitas relações se desfazem num piscar de olhos em consequência de não interpretarmos ao próximo como deveríamos. Da mesma forma, confusões se criam desnecessariamente por aquilo que é lido nas entrelinhas, mas que, nem sempre, reflete a exatidão do que se pretendeu transmitir.
Talvez, um dos grandes vilões da atualidade, seja a falta de diálogo. Não me refiro às palavras desconexas, jogadas ao vento, mas à ausência de uma conversa transparente, sem joguinhos e sem segundas intenções.
Testemunhei, ao longo dos anos, vários relacionamentos ruírem por verdades ficarem trancafiadas na garganta por medo de uma má interpretação. Porém, pior do que não se verbalizar o que se sente, é falar no calor da emoção, aquilo que não se deseja dizer, magoando ao outro e a si.
Roger Stankewski elucida muito bem a falta de diálogo ao definir: “Converse! Muitas amizades, namoros, casamentos terminam por falta de diálogo. Quando não existe o hábito de conversar abertamente com quem se convive, passa a existir uma lacuna entre estas pessoas. Esta lacuna poderá ser preenchida com a inveja, intriga ou mentira de outras pessoas. Poderá ser preenchida com a incompreensão entre você e quem se gosta. Então, não deixe de usar a conversa. Não permita que as palavras não ditas transformem-se em lágrimas de adeus, de um injusto adeus”.
O diálogo travado com a mente e o coração aberto, une as pessoas, exime diferenças, resolve os problemas, até então potencializados pela individualidade, esclarece o que está envolto a névoa e cego por vaidades.
É a base da relação humana, porém, para que ela se estabeleça em sua plenitude, é necessário que ambas as partes apostem na relação ou no respeito da convivência.
Fechar-se a ouvir o outro, é uma das maiores faltas de respeito. Swami Paatra resume a intolerância a se abrir ao que o próximo tem a dizer. E, da mesma forma, a delicadeza de dizer o que se pretende, sem ferir desnecessariamente aquele que escuta: “É óbvio que as divergências existem, mas o debate serve para isto, para colocar o limite das aceitações próximas da fronteira, sem ultrapassar.
É como ter medo do mar sem nunca o ter conhecido. Só saberemos a diferença entre terra e mar, quando chegamos ao limite da areia com a primeira onda”.
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