O tempo não espera decidirmos se queremos ou não, o tempo faz perfeitamente o papel dele. Já parou para pensar quanto peso desnecessário carregamos nos ombros ao preço de nos sujeitar a negar nossa própria alegria, leveza e paz? Na maioria dos momentos da nossa vida, não pensamos, essa é que é a verdade, porque […]
O tempo não espera decidirmos se queremos ou não, o tempo faz perfeitamente o papel dele.
Já parou para pensar quanto peso desnecessário carregamos nos ombros ao preço de nos sujeitar a negar nossa própria alegria, leveza e paz?
Na maioria dos momentos da nossa vida, não pensamos, essa é que é a verdade, porque vivemos no automático, sem pensar, sem questionar, sem respirar, sem sentir, apenas queremos fazer o necessário e suficiente para não mexer em “vespeiro” para não nos machucar, para não ter de argumentar e/ou encarar fatos, pessoas ou situações que há muito tempo nos sufocam e nos fazem viver em meio a muitas restrições.
Mas, por que aceitamos tais coisas? Pode-se dizer que a zona de conforto, tão abordada ultimamente, seja a resposta mais adequada para isso. Mas sugiro que olhemos além. Uma vez detectado que se trata da zona de conforto, então por qual motivo não reagimos e saímos dela?
A zona de conforto, mesmo quando identificada, não assusta tanto aos que querem permanecer nela, pois tudo o que está maquiadamente “sob controle” transfere um sentimento enganoso de prazer, fazendo com que pensemos que está tudo bem e assim o que está consolidado não precisa ser modificado.
Será? Realmente temos de aceitar o que nos mata todos os dias, em nossos lares, onde os laços estão ruindo; em ambientes de trabalho, onde chefes ditadores nos humilham; em instituições que se proclamam religiosas, mas ludibriam muitos indivíduos feridos e não lhes manifestam o verdadeiro Amor de Cristo; em relacionamentos abusivos que, apesar de serem de boas procedências, intoxicam?
Temos de aceitar tudo isso que nos põe a esmo e distantes de nós mesmos, todos os dias, somente para nos manter na zona de conforto e assim continuar chafurdando na lama das nossas lamentações?
Nossas lamentações são consequências da nossa incapacidade de lutar contra o que queremos negar, negar as verdades que já sabemos é sermos eternos fugitivos da vida e sombra de nós mesmos.
Pare de se tolher por conta de outros que querem levar você em ventos dúbios e discursos falaciosos. Ouça-se! Sinta-se!
Livre-se dos pesos mortos, das cobranças injustas, das armadilhas emocionais dos outros, dos apelos covardes, que não respeitam suas opiniões. Livre-se! Quebre essas correntes!
Ao se livrar, sua vida reaviva tudo de mais puro e singelo que há em sua essência. Reconheça e assuma seu caminhar e sua caminhada. Reconheça a pessoa em quem a vida o tornou para que um lapidar mais profundo aconteça continuamente.
Não fuja das suas responsabilidades, admita seus erros, suas frustrações, decisões erradas e siga em busca do renovo. É a partir dos erros que também temos o aprendizado para livrarmo-nos de sentenças de outrora que, para o nosso hoje, não servem mais.
Direitos autorais da imagem de capa: NastyaSensei/Pexels.