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Com beca, cãozinho adotado por universidade “se forma” com os alunos e conquista a web!

Foto: Reprodução
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Chamado de Pirata por não ter um olho, o cachorro não só é mascote da faculdade como é amigo de muitos alunos que passaram por lá.

Universitários do Brasil sabem muito bem que as chances de se deparar com animais nas faculdades espalhadas pelo país são altíssimas. Cada instituição tem a própria forma de lidar com a quantidade de animais domésticos que transitam pelos campi, pensando em soluções para o controle de doenças, segurança dos alunos e bem-estar dos animais.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) criou o projeto “Guarda Responsável”, administrado pela Coordenação de Meio Ambiente e Infraestrutura, localizado ao lado do Hospital de Medicina Veterinária. O projeto promove ações voltadas ao público externo e à comunidade acadêmica e seu principal objetivo é garantir que os animais recebam atendimento veterinário, sejam castrados e adotados, o que vem acontecendo desde 2016.

Auxiliar com a alimentação dos animais domésticos em situação de abandono, cuidar para que sejam bem tratados e até fiscalizar a atuação dos órgãos destinados ao cuidado e controle dos cães e gatos podem ser um caminho. O grande número dos animais nos campi do Brasil apenas mostra que quando se encontram em situação de vulnerabilidade, eles buscam lugares onde possam se sentir seguros e encontrem alimento e água com facilidade.

A Sociedade Educacional de Santa Catarina (UniSociesc) de Blumenau compartilhou em seu perfil do Instagram a formatura dos alunos de biomedicina, direito, medicina veterinária e psicologia dia 4 de março. Poderia ser apenas mais um evento de graduandos, mas desta vez um deles era um pouco diferente: Pirata, um vira-lata adotado pela universidade, participou do evento.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @piratapetoficial

Mas Pirata não apenas esteve presente neste importante momento dos recém-formados, ele também era um dos que estavam comemorando, e teve direito a beca (vestimenta tradicional dos formandos) e a desfilar pelo corredor para pegar o “diploma”. Foram anos frequentando a faculdade para que esse dia chegasse, graças à Gisele Boschiroli de Andrade, que tomou a decisão de adotá-lo.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @gi_boschiroli

Acidente e adoção

Antes de ser um “universitário”, Pirata tinha uma casa e uma família, mas escapou, em busca de diversão. Com comportamento enérgico e efusivo, o vira-lata foi atropelado, ficando com o olho esquerdo para fora do globo ocular. Sentindo dor, ele acabou se escondendo embaixo de um carro, até que Paula e Geize o resgataram, fizeram questão de levá-lo ao veterinário e ainda fizeram uma vaquinha para arcar com os custos do tratamento.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @gi_boschiroli

As duas tentaram a todo custo encontrar a casa de Pirata, mas as tentativas foram em vão; ele estava sem lar. Paula e Geize ainda tentaram achar um lar adotivo para o cãozinho, mas não tiveram sucesso, então Gisele decidiu ficar com ele, virando sua “mamãe”. Como ela precisava cuidar do ferimento no olho do animal, precisou levá-lo para a universidade, já que cursava medicina veterinária na ocasião e ainda trabalhava na instituição.

O diretor da UniSociesc, Flávio Sartori, decidiu adotar Pirata como mascote da universidade, fazendo com que ele ganhasse, da noite para o dia, muitos outros amigos e tios. Desde 2019, ele frequenta os corredores da faculdade, e este ano oficialmente se “formou” ao lado de Gisele. Com direito a perfil nas redes sociais e publicações sobre seu dia a dia, o cachorro virou xodó dos acadêmicos.

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Com a graduação de Gisele, Pirata agora já não frequenta mais os corredores da UniSociesc de Blumenau, ao invés disso, inspirou a tutora a abrir um pet shop com seu nome. O Pirata Pet Care vai inaugurar no dia 9 de abril, em Florianópolis, e se dedica à venda de produtos de SPA, banho e tosa, além de hospedagem.

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