Comportamento

Com mobilização de alunos, professor que dormia em depósito de gás arrecada R$ 63 mil e muda de vida!

Farizeu recebeu apoio e muita solidariedade de ex-alunos e conhecidos, que ficaram tocados com sua situação e resolveram ajudá-lo!



O desemprego é uma das principais consequências do atual momento econômico e sanitário do país, e tem mostrado aumento em diversos países.

No primeiro trimestre de 2021, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil atingiu a taxa recorde de 14,7%. O número de pessoas desempregadas é o maior desde o início da série histórica, que começou em 2012, e chega a 14,8 milhões de brasileiros.

Em apenas um ano, quase dois milhões de cidadãos passaram a se considerar desocupados ou à procura de um cargo, e esse número representa alta de 6,3%. A última vez em que o país apresentou números quase tão altos quanto este foi no trimestre de julho a setembro de 2020, que bateu 14,6% na taxa de desemprego.


No ano passado, o professor de História, Farizeu, que vive em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, virou notícia no GZH, que expôs um pouco da situação dele. O docente abriu um espaço para dar aulas de reforço, mas com o impacto da pandemia, ele perdeu sua fonte de renda e se tornou um desempregado e sem-teto.

A equipe que entrevistou Farizeu o encontrou vivendo e dormindo em um depósito de gás de um amigo, que lhe cedia o espaço para que não ficasse completamente sem opções e vivesse na rua.

O professor explicou que, mesmo que a situação seja incômoda, ele realmente era um sem-teto e apenas conseguia dormir sob algum tipo de proteção porque amigos e familiares sempre fizeram questão de ajudar. Depois da notícia, alguns alunos abriram uma vaquinha on-line e expuseram a situação do professor, pedindo ajuda aos que pudessem doar qualquer coisa.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Farizeu BR Ueziraf.


O estudante de Psicologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Thomas Paulo Boettcher, de apenas 21 anos, criou na internet a campanha “Ajude o professor Farizeu”, que em menos de 24 horas já havia superado em mais de 100% a meta inicial.

A ex-aluna Ângela Corti Pulga, de 20 anos, compartilhou a vaquinha virtual do Twitter, e teve mais de 22 mil compartilhamentos, potencializando ainda mais o alcance do pedido de ajuda ao professor.

Foram 970 doadores, que somaram R$ 63.889,12, superando em muito a meta de R$ 35 mil. A iniciativa emocionou o professor, que afirmou chorar toda vez que se lembra de todas as pessoas que passaram por sua vida.

A Rádio Gaúcha ainda afirmou que o professor, além de receber as doações, recebeu várias propostas de emprego, de cursinhos que pretendem contratá-lo ou oferecer algum tipo de parceria.


Antes do desemprego e da perda do apartamento onde morava, Farizeu idealizou um espaço onde pudesse oferecer aulas de reforço escolar para os jovens, chamado de Índio Poti, mesmo nome do seu canal do YouTube.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Farizeu BR Ueziraf.

Além de tudo isso, outras pessoas, de forma particular, chegaram a oferecer um fogão e um notebook para o professor, que afirmou que vai aceitar assim que tiver o local para morar. Para o dinheiro, Farizeu afirmou que ele tem destino: comprar um apartamento onde ele e o filho adolescente possam viver.


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