Comportamento

Comissárias de voo tiram uniformes em público para protestar contra a perda de seus empregos

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Os novos proprietários da empresa classificam o protesto como uma “vergonha nacional” e não concordam com o posicionamento das funcionárias.



A atual crise econômica mundial tem mostrado quão vulneráveis estão os funcionários de qualquer empresa, esteja ela já consolidada no mercado ou não. Todas as vezes que grandes conglomerados declaram falência, são vendidos ou mesmo privatizados, milhares de empregados perdem seus postos de trabalho.

Foi o que aconteceu recentemente na Itália. A ITA Airways, nova companhia aérea internacional, que tomou o lugar da Alitalia, que declarou falência, recebeu severas críticas da população e dos mais de 10 mil funcionários que recebeu com a compra da empresa. De acordo com informações da CNN, a nova companhia ficou apenas com 2.800 empregados dos 10.500 que o antecessor tinha.

Comissárias de voo não gostaram da situação e foram às ruas de Roma protestar contra os últimos acontecimentos, chamando a atenção da população para as demissões em massa e para os contratos abusivos que a ITA Airways obrigou quem restou a assinar.


Em uma praça, as mulheres tiraram seus uniformes, peça por peça, até que ficassem apenas de camisola, em uma intervenção pacífica. Quem não gostou nada dos holofotes foram os proprietários da nova companhia aérea, que classificaram o ato como uma “vergonha nacional”.

As 50 comissárias que se organizaram no protesto tinham sido demitidas da empresa, por isso fizeram questão de inflar o debate sobre as demissões em massa em um momento tão sério de crise mundial, em que muitas pessoas estão desempregadas e passando fome.

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Direitos autorais: reprodução Twitter/@BackBomby.

O protesto foi impactante, e as mulheres se organizaram na Praça Compidoglio, tirando cada uma de suas peças do uniforme que trajavam, ficando apenas com as roupas íntimas, a maioria camisola. No final, elas espalharam maquiagem pelos rostos e começaram a gritar “Somos Alitalia”, fazendo referência à antiga companhia em que trabalhavam.


Com o objetivo de representar os mais de 7 mil funcionários demitidos com a instauração da ITA Airways, elas também se mostraram totalmente contrárias aos novos contratos a que todos estavam sendo forçados a assinar, classificando-os como “humilhantes”.

Além da perda de empregos, novas configurações contratuais acabaram chamando a atenção dos funcionários, que relataram trabalhar mais, ganhando menos. Os sindicatos afirmam que aqueles que ficaram estão recebendo bem menos do que antes, além de perder tempo de serviço anterior. Um comissário de bordo relatou que recebeu mesmo os cortes salariais, perdeu o tempo de serviço e não é mais avisado com antecedência onde e quando vai trabalhar, sabendo em cima da hora para onde serão as viagens.

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Alfredo Altavilla, presidente da ITA, defende-se, explicando que a companhia aérea anterior concordou com as atuais condições de trabalho, sem demonstrar nenhum tipo de acordo com as ameaças de greve dos funcionários. Ele ainda afirmou que todos os que ficaram assinaram os contratos porque quiseram, portanto, concordaram com as condições de trabalho.


A nova companhia aérea também reteve apenas 52 das 110 aeronaves da Alitalia, mas anunciou que tem planos para uma frota inteira apenas de Airbus novos. A ITA ainda pretende modificar a pintura e utilizar apenas produtos italianos, desde as roupas da tripulação até a mobília. De acordo com a CNN, pouca coisa muda para os passageiros, aos quais são mantidas as condições de voo e preço anteriores.

A mudança para a cor azul celeste será de maneira gradual, a partir dos próximos meses. O presidente da ITA ainda afirmou que os novos uniformes, ornamentos e acessórios estão em andamento, que culmina com a companhia aérea em negociações ultrassecretas com grandes marcas, que implicam em grandes lucros para os próximos meses.

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