Como a gratidão mudou a minha vida

Quando eu me descobri viúva, aos 38 anos, grávida de 8 meses e com uma filha de 7 anos eu fiquei em estado de choque por dois dias. No terceiro dia, dia do enterro, eu fui acometida por um sentimento de gratidão numa proporção inexplicável. 

Eu agradecia por toda superação vivida naqueles 11(onze) anos, dos quais 9 (nove) foram muito turbulentos.

Eu agradecia por termos nos reconectado nos últimos dois anos e por sua partida ter sido naquele momento tão feliz em que não havia mágoas ou conflitos.

Eu agradeci e senti orgulho de ter tido um parceiro tão querido por tantas pessoas que lotaram a capela do cemitério.

Essa gratidão não intencional foi um grande anestésico para aqueles primeiros meses e um poderoso remédio de cura ao longo do tempo.

O tempo foi cumprindo seu papel, a vida foi recolocada no trilho e eu segui acreditando que já havia ultrapassado a noite mais escura da minha vida.

Ledo engano.

Há cerca de 18 meses, eu me vi mãe de uma adolescente acometida pela famigerada depressão. Foi desesperador.

À dor do luto, cuja intensidade eu já conhecia, somou-se um sentimento de culpa que me consumia.

O que eu não tinha percebido? Onde eu tinha errado?

Adoeci junto. Ataques de ansiedade. Crises estomacais e um completo desequilíbrio emocional passaram a fazer parte do meu dia a dia.

A essa altura, eu já estava com o casamento degringolado, cheia de dívidas e completamente perdida na busca pelo tratamento da minha filha.

Nesse fundo de poço começou a grande guinada da minha vida.

Uma das coisas que descobri foi a gratidão intencional, desenvolvida a partir de práticas diárias. Providenciei meu caderno da gratidão e me dediquei a estudar sobre seus benefícios.

A situação com meu marido estava tão ruim que já não estávamos nos falando, numa expectativa de ele poder se organizar financeiramente para sair de casa.

Passei 3 (três semanas) dedicadas a escrever meus motivos de gratidão por ele e por nosso relacionamento.

Um dia, ao chegar em casa, eu o percebi diferente. Estava mais gentil e havia algo de diferente que não sei explicar.

Após o jantar, eu pedi desculpas por não conseguir ser uma esposa melhor. Ele me abraçou e disse que eu não precisava ser melhor e ele só queira que eu voltasse a ser a esposa dele.  Após um longo abraço, conversamos por horas, inclusive sobre pontos de divergência bem sensíveis, de uma forma muito tranquila e harmoniosa.

Essa conexão se deu, acredito, primeiro no campo energético porque não estávamos conversando e ele sequer sabia das minhas práticas de gratidão. 

De fato, considerando que somos máquinas de energia e que os exercícios de gratidão aumentam a nossa frequência vibracional, acredito que meu campo energético modificou o campo energético dele e de lá cá nossos desafios conjugais são superados em outro patamar.

Aprendi também a agradecer pelo que não tenho e pelo que ainda não conquistei e nesse processo vejo minha filha se fortalecendo e sonhando, fazendo planos o que faz meu coração transbordar de gratidão.

Quanto mais agradecemos, mais atraímos pessoas, situações e circunstâncias que nos apresentam mais motivos de gratidão. É um círculo energético virtuoso que transforma a nossa vida.

Se há algo que eu posso aconselhar é: seja grato, isso é o adubo para a felicidade, a abundância e a plenitude!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / olegdudko



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