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Como a rainha Elizabeth II e o príncipe Philip fizeram o amor resistir por mais de 70 anos!

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A rainha e o duque de Edimburgo se casaram em 1947, em 1952, ela assumiu o trono, aos 25 anos, tendo ao seu lado o homem por quem se apaixonou ainda na pré-adolescência.

A Família Real sempre atrai a curiosidade do público, que deseja conhecer melhor a rotina, as regras e os segredos por trás das paredes do Palácio de Buckingham. Mas a discrição e a etiqueta em público fazem com que a rainha Elizabeth II seja uma incógnita, principalmente para quem não vive a realidade do Reino Unido.

Mesmo que esteja muito distante de nós, a rainha pode ser vista como um exemplo em vários aspectos, pessoais ou profissionais. Para aqueles que gostam de saber da vida amorosa dos famosos, vamos elencar os principais fatores que levaram o casamento da majestade com o príncipe Philip prosperar por 73 anos, até a data em que ele faleceu.

Quando Elizabeth conheceu Philip, ainda era uma princesa, e aconteceu no casamento de uma prima dele, a princesa Marina da Grécia com o duque de Kent. Esse primeiro encontro aconteceu em 1934, quando ela tinha apenas 8 anos. Quando completou 13 e ele 18, voltaram a se encontrar, e fontes dizem que foi quando ela se percebeu apaixonada pelo jovem rapaz, mas ele foi enviado para a Segunda Guerra Mundial e serviu como oficial da Marinha Real.

Os dois trocaram cartas durante um longo tempo, e Philip retornou em 1946, quando imediatamente propôs casamento à amada. Como Elizabeth ainda não tinha 21 anos, eles escolheram manter o romance em segredo até que pudessem tornar o pedido público. Em julho de 1947, de acordo com o site oficial da Família Real, o noivado foi anunciado, e apenas quatro meses depois se casaram.

2 Como a rainha Elizabeth II e o principe Philip fizeram o amor resistir por mais de 70 anos

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Apresentado início da história do casamento mais longevo da realeza britânica, confira abaixo como Elizabeth II e Philip mantiveram o relacionamento por mais de sete décadas:

1. Sentiam amor quando se casaram

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Eles se conheceram quando Elizabeth ainda era uma menina, e por mais que os interesses políticos e econômicos das famílias sejam sempre proeminentes, é interessante observar que a jovem princesa estava apaixonada. Os dois trocavam cartas durante a guerra, e foi justamente isso o que fez com que sentissem o ímpeto de se casar.

De acordo com reportagem da Vanity Fair, Philip foi convidado a tomar chá e almoçar com a Família Real, quando Lilibet (apelido da rainha) tinha apenas 13 anos. Foi a governanta do palácio Marion Crawford quem notou que ela “nunca tirou os olhos dele”, embora ele “não lhe desse atenção especial”, isso porque já tinha 18 anos e ela nem sequer tinha entrado na adolescência.

Ela decidiu que não olharia para mais ninguém, e passaram a se corresponder quando Philip serviu na guerra. Ocasionalmente, ele voltava ao Castelo de Windsor para visitar a família, e em 1943, amigos e familiares perceberam que estava rolando uma faísca de amor entre os dois, quando ele assistiu Lilibet à apresentação uma pantomima de “Aladdin”, mas os pais a achavam jovem demais para se casar, já que tinha apenas 17 anos.

Philip e Elizabeth nunca acreditaram em demonstrações públicas de afeto como algo importante da relação, por isso muitos afirmavam que um nada sentia pelo outro, mas em uma carta revelada posteriormente, a emoção e a paixão no tom das palavras do duque de Edimburgo podem ser facilmente percebidas: ele tinha se “apaixonado completamente e sem reservas”.

2. Cederam no relacionamento

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Depois de propor, Philip precisou abrir mão de todos os seus títulos, naturalizar-se britânico e, na manhã do casamento, foi feito duque de Edimburgo, conde de Merioneth e barão de Greenwich. As raízes alemãs do príncipe não eram bem aceitas pela realeza, inclusive duas de suas irmãs não puderam ir ao casamento.

Outra questão que deixava a rainha completamente ansiosa era o hábito que o marido tinha de fumar, mas fontes próximas ao casal contam que, na manhã do dia do casamento, ele abandonou o vício, como se não tivesse dificuldade alguma de fazê-lo.

Elizabeth, por sua vez, logo depois de ter dado à luz Charles, decidiu ficar com o marido o máximo de tempo possível quando ele foi chamado para voltar ao serviço ativo em Malta, deixando o filho na Inglaterra sob os cuidados de babás e dos avós.

3. Sempre demonstraram apoio

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Quando ficou claro que Lilibet seria a herdeira direta do trono, o duque de Edimburgo não sabia como deveria proceder, qual seria sua posição na realeza. Ele gostava de trabalhar na marinha e sempre acreditou que faria carreira militar, mas logo percebeu que precisaria abrir mão desse sonho para seguir ao lado da esposa, que seria nomeada rainha.

Em discurso proferido pela rainha em 1977, ela afirmou que o apoio do marido é algo essencial para a qualidade de sua atuação. “Ele é alguém que não aceita elogios facilmente. Ele tem, simplesmente, sido minha força, o que permanece em todos esses anos”, disse a monarca.

4. Compartilhavam os mesmos interesses e hobbies

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A quantidade de programas, visitas e viagens que os membros da realeza precisam fazer é alta, por isso é extremamente importante que tenham momentos de qualidade em família. De acordo com reportagem da revista People, eles faziam piqueniques, churrascos, colecionavam animais empalhados e buscavam aproveitar momentos juntos.

Vale lembrar que, com Charles ainda pequeno, a rainha optou por ficar com o marido enquanto ele cumpria o serviço militar, mostrando que um tinha apreço pela companhia do outro, e faziam questão de demonstrar isso.

5. Senso de humor

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Segundo reportagem do jornal The Washington Post, o duque de Edimburgo sempre foi uma pessoa engraçada, que fazia a rainha cair na gargalhada em vários momentos. Em 2017, quando anunciou que se retiraria da vida pública da realeza, ele afirmou que encerraria suas aparições, mas que seu senso de humor único permaneceria “forte como sempre”.

6. Eles nunca dividiram o quarto

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Em inúmeras reportagens e escritos sobre a realeza, a informação de que o príncipe e a rainha não dormiam na mesma cama sempre se fez presente. Mas não se engane, esse é um hábito comum para pessoas de classe alta, porque costumam morar em casas com inúmeros quartos, o que torna mais fácil administrar a individualidade de cada um.

7. Sempre colocaram a comunicação em primeiro lugar

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Trocar correspondência ou mesmo falar ao telefone foram comportamentos comuns para os dois, que até mesmo antes de começarem o romance já se falavam por cartas, quando Philip servia na Segunda Guerra Mundial. Isso seguiu pela vida toda do casal, que passava longos hiatos separados, e quando o duque anunciou sua aposentadoria e passou a morar em Wood Farm, ele e a esposa se falavam diariamente pelo telefone, como afirma uma reportagem da revista Forbes.

8. Paciência e tolerância

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Uma reportagem da BBC veiculou com exclusividade o discurso do príncipe Philip quando Elizabeth II completou 50 anos, ele falou justamente sobre esse assunto. De acordo com o duque, a tolerância é um dos principais ingredientes e segredos para um casamento longevo. “Pode não ser tão importante quando as coisas estão indo bem, mas é absolutamente vital quando as coisas ficam difíceis”, disse na época.

9. Valorizavam as pequenas coisas

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As joias da realeza sempre possuem um significado profundo, e cada pequeno item possui seu espaço e sua história. Uma reportagem da Town&Country mostrou de maneira completa o significado emocional de um broche que a rainha usa com frequência. Chamado de Scarab, foi um presente do marido em 1966 e é um dos itens que mais aparecem no vestuário de Lilibet. Muitos explicam que essa escolha é uma forma de mostrar que o marido está sempre ao seu lado e que o respeita e ama.

10. Nunca se arrependeram do casamento

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Os rumores de que o príncipe Philip teve várias amantes ao longo da vida conjugal nunca deixaram a mídia, mas muitas dessas alegações não podem ser necessariamente provadas. A rainha optou por permanecer casada com o duque, e nunca foi mencionado se ela aprova os boatos, se sabe dos casos do marido ou se o conhece profundamente a ponto de desmerecer qualquer notícia que venha de fora.

A verdade é que ela sempre teve bem claros os objetivos de vida, e os perseguiu ao lado do marido, e sabendo ou não dos casos, sempre acreditou que permanecer em união era mais importante, o que seguiu à risca. “Se me perguntarem o que penso sobre a vida familiar após 25 anos de casamento, posso responder com igual simplicidade e convicção: sou a favor”, disse a rainha.