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Como abrir meu coração sem medo? como encontrar a pessoa certa?

Como abrir meu coração sem medo? Como encontrar a pessoa certa? Estes são questionamentos constantes de muitos que me procuram para um conselho amigo. Parecem não haver respostas, não é mesmo? Entretanto…responderei de acordo com minhas vivências pessoais e totalmente de coração aberto. Pois vivo somente através dele!



Gosto da vida…gosto de gente…e em todas as minhas relações – amigáveis ou amorosas – colho sempre bons aprendizados.
Apesar de ser mestra da minha própria vida, amo mesmo é ser sua aluna!

Então…estão todos prontos para velejarem dentro de si mesmos? Avante marinheiros! Coragem!


1. Deixe seu coração aberto! Apenas aberto!

Ah…este é o item mais importante. É o início de tudo! É o alavancar da viagem! E agora muitos até podem afirmar empolgados: “Eu…eu! Eu já tenho meu coração aberto!” Será? Bem…vou esclarecer o que é ter um coração aberto. Pois, a maioria das pessoas creem que se são altruístas já possuem corações destrancados. Porém…sinto muito informá-las, mas isto não garante que tenham seus corações abertos.

Abrir o coração significa adentrar em si mesmo e conectar-se com a sensibilidade…permite autoconhecimento e entendimento surreal sobre os próprios sentimentos, os outros e o universo. Abrir o nosso cerne é observar o lado de fora com os olhos do coração.

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Lembre-se: Ninguém abre seu coração a não ser você mesmo. Algumas pessoas que surgirão em sua vida poderão até ajudar a destrancá-lo. Porém…só quem tem a chave é você!


2. Deixe de procurar de forma aflita a pessoa certa. Procure o amor dentro de você e os outros o encontrarão.

Ao abrirmos nosso coração entraremos em contato com o amor como nunca antes. Quando encontramos o amor dentro de nós… encontramo-nos! No entanto, os outros também acabam nos encontrando. Pois é facilmente perceptível a força ímã dessa poderosa energia invisível. E assim, também, todos sentirão a vibração do amor sendo difundido.


E alguns podem até me interpelar: “Mas…se o amor é como um ímã…atrairá polos opostos?” Vamos dizer que o amor é um ímã especial, pois não tem preconceitos. Ele atrai quem é oposto ou semelhante…atrai todos! Porque o amor é para todos!

O amor é uma força eletromagnética capaz de até emanar à distância sua própria energia. Segundo Baptist Pape em seu livro “O poder do Coração”, de acordo com o Institute of HeartMath, o campo eletromagnético que rodeia o coração é cinco mil vezes mais poderoso que o campo eletromagnético que rodeia o cérebro. Esse campo energético do coração transmite a energia das relações humanas, de modo que pode sentir e enviar a energia do amor.

Portanto, não procure o amor do lado de fora, pois ele já está dentro de você. Marque um encontro com o amor em seu coração.



3. Aceite a si mesmo. Autoconfiança afasta a insegurança!

Quando falo em aceitar a si mesmo, não exalto a superficialidade da parte física. Entretanto, falo da própria aceitação como ser humano único…neste tempo…para sempre. Jamais existirá outro ser igual a você. Nem mesmo seus descendentes serão iguais. Entende a obra rara que você é no universo? Seu talento está interligado com seu dom…seu dom se conecta com o seu propósito. Pois…ninguém nasce à toa. Você é muito especial neste mundo! Será que agora consegue compreender seu valor? Confie e divida suas melhores partes!

Esquece esse papo de “amor próprio”. Tipo: “Se eu me amar primeiro, conseguirei amar o outro” A melhor frase a ser dita para si mesmo é: “Se eu me encontrar com o amor que já existe dentro de mim, conseguirei compreender o amor e amar muito mais o meu próximo”
Quem SE AMA é EGOÍSTA. Quem AMA COMPARTILHA!



4. Não tenha medo de viver o amor! Que o amor prevaleça sobre seu medo!

O medo é algo que está na sua mente e não no seu coração. A nossa mente é totalmente impregnada por conceitos culturais vindos da multidão. Crescemos com as pessoas falando que amar não é bom…que quem ama sofre. E com isto reprimimos o que sentimos por medo de sermos magoados.

Creio que quem ama não sofre, pois ama com a consciência do coração e não da razão. “Hã…como assim?” Calma! Vou explicar!


A partir do momento que adentrarmos em nós mesmos…que conhecermos o amor que brota dentro da gente…que contactarmos com a nossa própria sensibilidade…que assumirmos nossas partes inseguras…iremos adquirir sabedoria em relação aos nossos sentimentos. E daí amaremos com a consciência do coração. Porém, a maioria das pessoas amam com a consciência da razão. Amam com as armaduras do medo…protegendo-se do inimigo mental e fantasmagórico chamado sofrimento. E “ai” de quem sair ferido, pois são capazes de jamais travar a batalhar do amar! E se travar irão conter ainda mais armaduras intransponíveis ao afeto. Quão frágeis e tolas são!

Os que amam com a consciência do coração amam com a liberdade para amar…amam sem a preocupação em receber amor ou rejeição…amam despidos de armaduras e lutam pelo que acreditam sentir até vencer ou ser vencido. E se perderem a peleja do amar…nunca se desesperam, pois compreendem humanamente a hora exata de recuar, levantam a bandeira da paz e seguem sua própria vida carregando no peito a recordação terna do pedaço do outro que ficou dentro de si.
Portanto, quem ama não teme coisa alguma.



5. Para de decifrar o amor pelo tempo, pela largura ou pela profundidade! SINTA!

Chega de procurar entender o amor através dos livros! Você já sabe toda a teoria de “cor e salteado” Está na hora de experienciar de verdade o amor e totalmente de coração aberto. Não se preocupe com definições do tipo “É amor ou paixão?” e muito menos com medições sem valor: “Amor pequeno ou amor grande? Amor raso ou amor profundo? Amor curto ou amor longo?” Deixe que o sentimento escolha você! É chegada a hora de apenas SENTIR e nada mais. Porque quem ama…vive! Quem vive…sente!


6. Último conselho: Nunca deixe de amar por medo do fim! Amar é amar e não se apegar!


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Como já dizia o poeta Vinicius de Moraes sobre o amor: “…que seja infinito enquanto dure.” Quanta sabedoria!
Muitas pessoas vivem com medo de amar, pois criam em suas mentes a ilusão de que o amor é imortal…eterno. E assim deixam de amar temendo o fim. Será que isto é amor mesmo? Ou na verdade não seria puro apego?

A Monja Jetsunma Tenzin Palmo explica de forma simples e sensacional sobre o amor romântico e o amor genuíno: “O apego diz: Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz. E o amor genuíno diz: Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.

Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro.”

Lindo não? Se todos pensassem assim veríamos muitos relatos de vivências incríveis relacionados ao sentir sem medo do fim. Só que poucos se sujeitam a isto. A maioria se relaciona com o coração trancado. Procuram viver do superficial…de emoções superficiais. E com o tempo, tornam-se “robotizadas” pela sociedade e acomodada do “sentir”.

Portanto, DESAPEGUE-SE…ARRISQUE-SE…SINTA…VIVA! Escancare de vez as portas do seu coração e
permita-se experimentar a plenitude do amor. Se alguém permanecer dentro de sua casa interior…maravilha! Mas…se partir, curta sua tristeza e tenha consciência de que você experimentou vivenciar as melhores emoções, deixando gravadas em sua alma histórias incríveis para contar aos seus filhos no futuro.

Tudo passa…coisas boas…coisas ruins…e a nossa própria vida. E o que ficará então? Nossas lembranças recheadas de vida e sentimentos! Não deixe esvair estes instantes inestimáveis! Liberte-se logo do medo e ame…ame…ame…sem se preocupar com um possível fim!


CONCLUSÃO:

Todos os itens acima não foram regras para serem cumpridas ou mesmo um passo a passo para ser seguido. Prefiro dizer que cada item foi uma batida forte na porta do seu coração. Pois…eu não possuo a chave. Mas a mesma está em suas mãos! Eu só estou chamando você para a vida!

O que vejo não é o medo de sentir o amor, mas sim o medo de encontrá-lo. Pois quando o encontramos…encontramo-nos. Afinal…já somos o próprio AMOR!

Ninguém é indiferente ao aroma e ao sabor do chocolate!

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