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Como anda o seu nível de felicidade?

Passado o primeiro mês de quase férias em Phuket, na Tailândia, eu comecei a perceber que estava sentindo falta de estar em uma cidade de verdade, com prédios e gente andando na rua. Queria secar o meu cabelo e usar maquiagem, coisa que por um mês nem passou pela minha cabeça.



Essa sensação também me fez perceber algo um tanto quanto perturbador. Embora esse seja o sonho de muita gente (e por muitas vezes em que eu estava presa no transito num calor de 35 graus também fosse o meu), viver na praia tomando Sol todos os dias não estava me fazendo tãomais feliz do que eu imaginei ou do que eu era vivendo a minha vida cotidiana em São Paulo.

Aí você se pergunta: eu entendi direito? Como assim ficar tomando Sol nas praias da Tailândia não te faz mais feliz do que a sua vida cotidiana em São Paulo? Tá louca?!

Pois é, eu disse que era perturbador, mas calma, isso não quer dizer que eu não esteja feliz. Mas, depois de muito pensar e ler um pouco sobre o assunto, cheguei a algumas conclusões.


Sabe quando tudo o que você queria na vida era um aumento de salário porque tem mil coisas que gostaria de fazer mais não tem dinheiro? Aí você vê a vida daquela sua amiga que ganha mais do que você e pensa que no lugar dela você aproveitaria muito melhor o dinheiro que ela ganha? Que em vez de gastar com bobagem você finalmente começaria a guardar o dinheiro? Pois é, quando o tão sonhado aumento chega, você sabe o que acontece depois de 3 meses? Eu te digo. Você não lembra mais como era a vida sem ele. Sem perceber, você já incorporou novos gastos à sua rotina, não está guardando o excedente e, lá no fundinho, já está sonhando com o seu novo aumento. A felicidade que você sentiu no primeiro mês já não é mais a mesma.

Mas se pararmos para pensar, a mesma coisa acontece quando passamos por um evento difícil na nossa vida. Não há mal que faça a gente sofrer e ser infeliz para sempre. Eu tenho uma amiga que namorava há dois anos quando o namorado terminou com ela do nada. Eles estavam felizes, vivendo a vida normalmente e, de repente, PUF, ele se apaixonou por outra e terminou. Ela ficou dias sem ir trabalhar e perdeu quase dez quilos. Passados seis meses, ela admitiu que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na vida dela. Comprou um carro, mudou de emprego e ainda estava magérrima!

Isso mostra que o nosso nível de felicidade é linear e ao longo da vida ele pode variar para mais ou para menos, mas sempre acabará voltando para a linha de base. Então, se acontecimentos bons e ruins não afetam a nossa felicidade permanentemente, uma possível solução para nos sentirmos mais felizes é tentarmos aumentar a linha de base que também varia de pessoa para pessoa.


Aqui vão algumas dicas para melhorar o seu nível de felicidade:

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1. Entenda que você é o responsável por tudo o que acontece na sua vida.

Isso significa que se seu namorado, seu chefe, seus filhos não te respeitam, se todo mundo se aproveita de você porque você não sabe falar não ou se você está fora de forma e não consegue usar aquele vestido que sempre sonhou, a culpa é sua. É meio bruto falar assim, eu sei, mas é verdade. Você pode, muitas vezes, não ser o responsável pelo que acontece com você, mas você é responsável pela maneira que você responde a esses acontecimentos. Mudar o que não nos faz felizes só depende de nós. Quer um exemplo prático? Eu nasci em uma família sem grana, meus pais não fizeram faculdade e eu estudei em escolas públicas a minha vida inteira. Isso não me impediu de fazer uma boa faculdade, falar outras línguas, ter uma carreira bem sucedida e viajar o mundo. Mas isso só foi possível porque eu sempre acreditei que era minha responsabilidade me levar para onde eu queria e não dos meus pais ou de qualquer outra pessoa.

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2. Construa em você o hábito de criar coragem.

Eu aposto que existem muitas coisas que você queria fazer na vida, mas elas te intimidam de alguma forma. Estou falando de coisas simples como começar uma conversa com um cara bonito que você viu num bar, pular de paraquedas ou maiores como se mudar da casa dos seus pais. A questão é que quanto menos coragem você tiver, menos você saberá lidar com os seus medos que te impedem de sair do lugar e menos controle sobre a sua vida você terá. E essa sensação de falta de controle é uma das coisas que nos deixa mais infelizes. Comece vencendo medos pequenos e isso vai te dar confiança para se desafiar cada vez mais.

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3. Comece a estabelecer pequenas metas.

Você sabe por que a maioria das pessoas não consegue se manter na academia ou numa dieta por muito tempo? Isso acontece porque em outubro a gente lembra que o verão está chegando e decide que precisa perder 12 quilos em 2 meses ou que precisa ir à academia todos os dias e assassinar toda a celulite que morou na nossa bunda o ano inteiro. Esse tipo de meta é muito difícil de atingir por mais força de vontade que a gente tenha, e quando não conseguimos, obviamente nos sentimos desestimulados a continuar. Quando as metas são mais realistas você vai se sentindo mais estimulado a cada pequena vitória. Se pensarmos na dieta, não seria melhor colocar como meta 12 quilos em 12 meses já que o importante é o resultado final que é ser magra no longo prazo?

4. Minimize a sua necessidade de agradar os outros e maximize a sua motivação interna.

Você não precisa estar certa o tempo todo, nem ser a mais legal, nem a mais bem sucedida, nem ter as roupas ou o carro mais bacana para impressionar os outros. Entendam como “os outros” seus pais, seus amigos, namorado, etc. Essa é a pior coisa que você pode fazer por você. Não há problema nenhum em querer ser melhor, desde que a motivação seja interna. É tipo quando você se arruma toda porque sabe que seu ex-namorado vai estar na balada. Se você estiver se sentindo bonita de verdade, com certeza ele vai notar muito mais do que se você tiver se produzido só para impressionar.

5. Cultive uma perspectiva além de si mesmo.

Isso significa não olhar só para o seu umbigo. Pesquisas mostram que o fato de expressar gratidão, fazer caridade e ter atitudes altruístas faz com que as pessoas sintam-se mais felizes. Isso porque quando você faz alguém se sentir genuinamente feliz, essa felicidade também volta para você.

Seguir esses passos não é nada fácil e requer muito esforço e consciência das nossas atitudes. No fundo, somos todos bem intencionados e queremos fazer o melhor, mas enquanto não aceitarmos que a responsabilidade é nossa, tivermos medo, não nos colocamos metas ou as colocamos por causa de outra pessoa, nunca vamos entender o real motivo de não conseguimos conquistar o que queremos. Mas, uma vez que você consegue aos poucos implementar esse raciocínio à sua vida, eu acredito que ele pode ajudar a melhorar o seu bem-estar e consequentemente aumentar o seu nível de felicidade.

E para terminar, eu queria sugerir um exercício. Quais aspectos da sua vida poderiam melhorar o seu nível de felicidade? O que você gostaria de fazer e não tem coragem ou quais são as metas que você gostaria de atingir? Vou adorar saber se você quiser compartilhar!

Imagem: arquivo pessoal.

Fonte: Escrito por Fê Neute via Feliz com a Vida

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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