Comportamento

Jovem humilde se torna programador usando celulares quebrados como principal instrumento

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Cézar Pauxis, de apenas 18 anos, aprendeu a programar na base do “improviso” e da “gambiarra”, mas foi perseverante e hoje trabalha na sua área!



Investir em um sonho não é tarefa fácil. Muitas vezes, por conta do tempo ou do dinheiro, precisamos abandonar nossos desejos para conseguir pagar as contas. Algumas pessoas nem sequer imaginam algo de suas vidas, mesmo na infância, porque têm urgência em matar a fome ou ajudar em casa.

O estudo, na maioria das vezes, é o único caminho viável para se conseguir atingir um patamar razoável na área de interesse. Mas não é sempre que os indivíduos conseguem estudar, não é sempre que as oportunidades aparecem. Cézar Pauxis, de 18 anos, é um jovem que correu atrás de seus sonhos e, assim como muitos, teve que se dedicar à sua área de forma autônoma.

Considerado um menino-prodígio na área da informática, segundo reportagem da BBC, o jovem aprendeu a programar usando apenas celulares quebrados, sozinho. Autodidata em programação, o paraense postou em sua conta no Twitter uma thread contando como começou seu aprendizado.


Quando tinha apenas 14 anos, Cézar se interessou em saber como os chamados bots do Telegram funcionavam, os famosos robôs, que desempenham movimentos pré-programados na internet.

Ele entrou em alguns grupos e conseguiu receber a programação, mas todos o alertaram que era difícil conseguir executá-la.

 

Apenas cinco dias depois, e com muita persistência, o garoto conseguiu desenvolver no celular um script básico feito por outra pessoa. Sua curiosidade não o deixava desistir de compreender aquele mundo. Esse foi o pontapé inicial, a partir daí, ainda adolescente, ele decidiu aprender a linguagem da programação, tudo em celulares velhos e quebrados, que apresentavam algum tipo de problema.


Ele teve celulares que chegavam a esquentar 60°C em minutos, outros que só funcionavam enquanto estavam carregando, ou tinham um toque problemático, mas isso não o impediu de aprender cada vez mais. Programar em celulares é muito mais difícil do que em computadores, segundo especialistas, já que as telas são extremamente menores e o usuário precisa digitar muito, o que pode causar muito desconforto às mãos.

Em dezembro de 2020, Cézar ouviu o conselho dos amigos mais próximos e decidiu fazer a postagem dizendo como aprendeu tudo, suas dificuldades para, quem sabe, conseguir algum incentivo financeiro para conseguir comprar um aparelho melhor.

Foram mais de 90 mil curtidas e 20 mil compartilhamentos. Ele conseguiu doações importantes, mas conseguiu também que o olhar de grandes empresas da área de programação pousasse sobre ele.

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Direitos autorais: reprodução Twitter/@cezarpauxis.


Diogo Carneiro, diretor técnico da Picpay, explica que, quando soube da história dele, já sabia que a comunidade toda iria começar a acompanhá-lo. Em janeiro deste ano, ele conseguiu mais de R$ 80 mil em uma vaquinha on-line, que serão destinados para conclusão das obras da casa da família, que mora no interior do Maranhão.

Desde que tornou sua história pública, o jovem conseguiu melhorar seu equipamento e já possui um celular novo, que atende às suas demandas.

Cézar conta que não quer esquecer de onde veio e quer ainda que sua história seja um incentivo para as pessoas mais humildes. Ele quer inspirar as pessoas a não desistir de seus sonhos.

O que achou desta história de superação?


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