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Como eu aprendi a me amar:

É incrível como alguém chega aos 30 sem ter a menor noção do que seja esse tal de amor próprio.



A gente aprende desde cedo que é preciso amar a si mesma antes de amar o outro e isso é incontestável.

Acontece que esse tal de amor próprio precisa ser vivenciado na prática, assim como o estágio em época de faculdade.

Há quem simplesmente nasça com uma dose invejável e bem caprichada de amor próprio e, há também uma estatística de pessoas como eu que só vai entender a teoria junto aos tropeços da vida.

Amar a si próprio implica olhar para o modo do qual você se relaciona com as pessoas e compreender a matemática do seu material de troca, ou seja, o quanto você tem doado de si e a qualidade que tem recebido por isso. Calma que não falo de finanças, porém, colocar as coisas na balança é fundamental para manter uma vida em equilíbrio.

Entregar-se demais a alguém nada mais é que um ato de permissão.  Não falo apenas de relacionamentos amorosos, mas de entregas que fazemos na vida seja no relacionamento com amigos, parentes, entrega na vida profissional e etc. Esteja certa de que a cada nova entrega você não estará anulando um pouquinho de si em função do outro ou praticando o desamor próprio.



Embora tardio, mas num período maduro da vida, tive que aprender e reaprender a lição de casa e, para isso dividi minha vida em três grandes pilares: física, mental e espiritual. E, olha, não estou falando de religião.

Aprendi a me amar quando passei a fazer algo por mim mesma. Quantas vezes não me reconheci na imagem refletida no espelho e me senti um peixe fora d’água dentro daquela roupa usada para agradar o outro?!?

Com o tempo esse tal de amor próprio começou a gritar, todos os dias, dizendo que a única pessoa a ser agradada no mundo era eu e mais ninguém. Às vezes, me pego abraçada a esse amor próprio e ficamos deitados no chão, só eu e ele, pensando na vida e se amando.



Me amar tem sido uma tremenda descoberta sobre quem sou e os sobre os traços de minha personalidade sem precisar de aprovação ou desaprovação de outrem.

Faça algo por você, exercite-se e se ame. Ame seu corpo pois, ele é tudo o que há de mais sagrado em você. Seu corpo é o seu templo. Cuide da sua alimentação e zele pela sua saúde. Não cometa excessos e cultive bons pensamentos. Cuidar da mente é essencial para sermos um ser humano melhor. Sou o tipo de pessoa mais ansiosa e impulsiva da Terra e, sem minhas meditações diárias seria incapaz de agir com lucidez e sabedoria na vida.

Amor próprio é o modo como você se relaciona com você mesma. Num de seus vídeos, a Monja Coen fala sobre autoestima e amor próprio e, chama atenção para o fato de como nos enxergamos ou de como nossas experiências, criação e ancestralidade resultam sobre aquilo que somos. Você é capaz de reconhecer suas qualidades e descobrir o que é que está faltando? Lembro que em uma de minhas sessões terapêuticas, minha psicóloga instruiu que eu criasse um ritual com frequência diária. Isso, um ritual.

Ela não disse como eu desenvolveria e nem mesmo deu o caminho das pedras, apenas disse “crie”. Então, para você que chegou até o final deste post e está precisando de uma dosezinha de amor próprio na vida sugiro: Crie um ritual e crie causas e condições para que você esteja em constante transformação. Aprecie sua vida e lembre-se de agradecer sempre.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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